Rogerio Sampaio Judo (foto:Tom Dib/LANCE!Press)

Rogério Sampaio foi medalhista de ouro em Barcelona-1992, no judô (foto:Tom Dib/LANCE!Press)

Guilherme Cardoso
29/06/2016
17:03
São Paulo (SP)

O novo secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) Rogério Sampaio foi pego de surpresa com o convite para assumir o comando da entidade nacional. O ex-judoca, de 48 anos, recebeu o convite do ministro do Esporte Leonardo Picciani para substituir Marco Aurelio Klein após o descredenciamento do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD).

- Recebi o convite diretamente do ministro. Fui pego de surpresa nesse momento importante do esporte nacional. Não podia deixar de contribuir para o esporte brasileiro. É um grande desafio. Aceitei e espero corresponder todas as expectativas - afirmou o ex-atleta ao site do LANCE!.

Atualmente comentarista dos canais ESPN, idealizador do Projeto Judô – Educando Para a Vida, e responsável pela Associação de Judô Rogério Sampaio, em Santos (SP), Sampaio tem experiência em outras áreas esportivas fora dos tatames. Ele já esteve na presidência da Fundação Pró-Esportes de Santos e na coordenação do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa de São Paulo. Isso sem contar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona (ESP), na categoria até 65kg.

Confira o bate-papo do novo secretário da ABCD com a reportagem:

Quando você recebeu o convite?
Rogério Sampaio:
Foi no fim de semana, faz dois ou três dias. Como já trabalhei na gestão pública, acredito que fui procurado por isso. Então, já tenho essa experiência.

Como você vê a situação do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, que foi descredenciado na última semana pela Agência Mundial Antidoping (Wada)?
RS:
Agora, nos dias 5, 6, e 7, vai ter a visita de um representante da Wada para fazer a vistoria. Existe a chance de voltar a ser credenciado, mas não é simples, não é uma coisa fácil. Nós todos, Ministério do Esporte, COB (Comitê Olímpico do Brasil), Comitê Rio-2016 e ABCD, estamos trabalhando para que o laboratório possa trabalhar durante os Jogos.

Quais informações foram passadas para você sobre esse assunto? Um dos motivos do credenciamento seria o erro em alguns testes.
RS:
Ainda estou me colocando a par dos acontecimentos. A informação que tive, que não é a oficial, é que houve alguns testes que deram falso positivo. Esse foi um dos motivos. Mas quando essas coisas acontecem, são várias as motivações.

Você se encontrou com o Eduardo De Rose (membro do Conselho de Fundação da Wada) nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. Quem tomou a iniciativa do encontro?
RS:
Tive reunião com o De Rose agora, nesta manhã, para ter algumas informações. Foi iniciativa minha para entender um pouco o que está acontecendo.

Obter a liberação do LBCD é mesmo uma das primeiras medidas que você vai tentar?
RS:
a questão do laboratório não depende de mim. Isso depende da Wada. O laboratório é moderno, os equipamentos são atuais. Mas depende das avaliações da Wada. Além disso, fui anunciado, mas ainda não nomeado. Existe um trâmite natural, a nomeação precisa sair no Diário Oficial. Então, estou colhendo informações para ver de que maneira atuar.

Atualmente, o COI, a Wada e a própria ABCD têm feito um grande trabalho nessa luta contra o doping. Também como um ex-atleta, como você vê essa situação?
RS:
O controle de doping tem de estar atento para que os atletas que praticam o jogo limpo e querem competir em igualdade possam ter isso garantido. É importante estar alinhado sempre com a Wada, que é o organismo mundial para organizar isso no mundo. Tenho a visão também que o atleta precisa sempre ser responsável. E quando é pego no doping, existe quem julgar, há as penas para cada situação. Então, precisa ter um bom senso para evitar problemas maiores, estar alinhado com confederações, COB...