Com Nuzman e presidente da GL Events Brasil, Paes inaugura Pavilhão 6 do Riocentro (Foto: Jonas Moura)

Com Nuzman e presidente da GL Events Brasil, Paes inaugura Pavilhão 6 do Riocentro (Foto: Jonas Moura)

Jonas Moura
11/05/2016
15:07
Rio de Janeiro (RJ)

Arena "fantasma" dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, o Pavilhão 6 do Riocentro, palco das competições de boxe e vôlei sentado, foi inaugurado nesta quarta-feira pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Ele minimizou as polêmicas do empreendimento, que não foi incluído na Matriz de Responsabilidades, e defendeu o modelo de negócio adotado. 

A ausência do projeto no documento que engloba os gastos com arenas olímpicas tem como explicação oficial o fato de a assinatura do contrato ter acontecido após a publicação dos custos das demais obras. Mas o pavilhão não entrará no somatório, uma vez que é considerado obra de legado. Após os Jogos, a despesa deve ser incluída no Plano de Políticas Públicas, uma das frentes que compõem o cálculo total dos Jogos.

A construção do Pavilhão 6 foi orçada em R$ 50 milhões, bancados pela GL Events, que, em troca, teve estendido por 30 anos o contrato de concessão da Arena Rio, onde serão disputadas as competições de ginástica na Rio-2016. Como o espaço não é da prefeitura, não houve licitação para a escolha da empresa. Ao lado do presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, e do presidente da GL Events, Arthur Repsold, o prefeito defendeu o acordo. 

– O que fizemos foi renovar a concessão (firmada na gestão do ex-prefeito Cesar Maia) da mesma empresa, que gerencia a Arena Rio, em troca da construção deste e de outros equipamentos. Acho que não tem problema de transparência nenhum, ao contrário. Mais uma vez, provamos que é possível fazer Olimpíada sem utilizar o dinheiro que as pessoas pagam de ISS, IPTU e Imposto de Renda, e fazer estádio para lutarem boxe – disse Paes.

O prefeito ainda fez questão de exaltar a modalidade. Em março, ele alegou ter sido mal interpretado quando recomendou que as pessoas não fossem assistir ao remo olímpico no estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas, após a decisão do Comitê Rio-2016 de que não será mais construída uma arquibancada flutuante na instalação, por necessidade de economizar recursos.

– Em um país com tantas necessidades como o Brasil, uma cidade cheia de problemas, construir estádio de boxe não é prioridade. Eu amo boxe, é um esporte que me encanta, é uma prioridade nacional, mas não vamos gastar dinheiro com isso – afirmou o político.

Após os Jogos, o Pavilhão será utilizado pela GL Events como parte do centro de convenções do Riocentro. Ele funcionará como um auditório com capacidade para 12 mil pessoas. Nos Jogos, a arena comportará nove mil espectadores. O ringue de boxe e as arquibancadas provisórias só serão montados mais perto da Olimpíada, por economia de despesas.

Este é apenas um dos espaços do Riocentro que receberá eventos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O pavilhão 2 será sede do levantamento de peso e halterofilismo paralímpico, enquanto o pavilhão 3 abrigará tênis de mesa (olímpico e paralímpico) e o pavilhão 4 será palco do badminton.