A dois anos da Rio-2016, veja como estão as obras no Parque Olímpico e na Vila dos Atletas (Foto: LANCE!Press)

Obras olímpicas podem fazer parte de investigação da Polícia Federal (Foto: LANCE!Press)

LANCE!
25/11/2015
15:44
São Paulo

A construção do campo de golfe ou o atraso para a entrega de alguns locais de competição não são as únicas polêmicas que podem envolver as obras dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Os integrantes da operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), pretendem investigar alguns contratados relacionados à Olimpíada do próximo ano.

- Em todas as situações em que alguma investigação foi feita nas contratações dessas empresas esse modelo de corrupção se repetiu - afirmou o delegado Igor Romário de Paula, à Reuters.

- É possível que tenha se repetido também para as obras da Olimpíada de 2016 - completou o responsável pelas investigações.

A operação Lava Jato investiga um esquema de corrupção na Petrobras envolvendo empreiteiras, com o pagamento de propinas para executivos da estatal e políticos para obter algumas licitações. Por conta disso, a PF acredita que algumas das responsáveis pelas obras da Rio-2016 podem ter cometido irregularidades para conseguir os contratos das obras olímpicas. Segundo o delegado, pode ter ocorrido o acerto de preços e novos pagamentos de propinas.

Até o momento, não existem provas de crimes relacionados aos Jogos Olímpicos.

Das cerca de 30 empresas sendo investigadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), cinco estão construindo a maior parte das instalações esportivas e de infraestrutura da Olimpíada do Rio de Janeiro: Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Carioca Christiani Nielsen Engenharia.

Odebrecht e Andrade Gutierrez se recusaram a comentar as declarações do delegado. Já a Prefeitura do Rio disse que todos os contratos são transparentes e se colocou à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento.