Carlos Arthur Nuzman (Foto: AFP)

Carlos Arthur Nuzman preside o COI e o Comitê Rio-2016 (Foto: AFP)

LANCE!
03/08/2016
23:22
Rio de Janeiro (RJ)

Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio-2016 e do Comitê Olímpico do Brasil, recusou-se nesta quarta-feira a comentar as acusações do médico Luis Horta sobre o interesse do COB em que o controle antidoping fosse menos rígido no Brasil.

Nesta quarta-feira, o LANCE! publicou acusações de Horta - ex-membro da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) -, de que o COB e o Ministério do Esporte “sufocaram” o combate ao doping no Brasil.

Segundo Horta, há um desejo do COB e do ministério de que o Brasil ganhe medalhas nos Jogos Rio-2016 “sejam elas limpas ou não”.

Nuzman foi questionado sobre o caso durante a 129ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), em um hotel no Rio. O dirigente eximiu o COB a respeito da pressão exercida sobre a ABCD, jogando sob os ombros do diretor executivo de esportes da entidade, Marcus Vinicius Freire, a responsabilidade.

– Eu acho que o Comitê Olímpico deve ter nome. Então você pergunta a ele (Marcus Vinicius) – falou Nuzman aos jornalistas, recusando-se a comentar, e visivelmente irritado.

O médico português citou Marcus Vinicius nominalmente nas acusações, ao mencionar que ele fez pressão para a diminuição do número de testes em atletas olímpicos.

Com respostas curtas e evasivas, Nuzman não se prolongou no tema.

– Não (vou fazer comentários), porque ele (Luis Horta) foi demitido pelo Ministério do Esporte – falou.