Anderson Varejão (foto:Divulgação)

Anderson Varejão é um dos embaixadores da Coca-Cola para os Jogos Olímpicos (Foto: Divulgação)

Bernardo Cruz e Jonas Moura
12/11/2015
18:46
Rio de Janeiro (RJ)

A temporada 2015/2016 da NBA começou há duas semanas, com recorde de nove brasileiros e muita expectativa. A marca fortalece a impressão de que país está “nas cabeças” do basquete mundial. Mas o pouco tempo de atuação dos atletas em quadra preocupa o técnico Rubén Magnano a menos de nove meses da Rio-2016. Já Anderson Varejão não parece tão incomodado...

Recuperado de uma ruptura no Tendão de Aquiles sofrida em dezembro do ano passado, o ala-pivô do Cleveland Cavaliers acredita que, no decorrer da temporada, a participação dos brazucas nas partidas aumentará. No seu caso, voltar a ser o mesmo de outros tempos é só uma questão de paciência. A média de minutos por partida de Varejão passados oito jogos é de 8,6.

Até agora, somente Raulzinho, do Utah Jazz, é titular na maior liga de basquete do mundo. Marcelinho Huertas (Los Angeles Lakers), Cristiano Felício (Chicago Bulls), Lucas Bebê (Toronto Raptors), Bruno Caboclo (Toronto Raptors), Nenê (Washington Wizards), Leandrinho (Golden Stats Warriors), Tiago Splitter (Atlanta Hawks) e Varejão lutam por um espaço.

Além de buscar reconquistar a velha forma física na competição, o atleta de 33 anos garante estar focado em ajudar a Seleção Brasileira a levar uma medalha no Rio. Nesta quinta-feira, ele foi anunciado como embaixador da Coca-Cola para o evento. Com isso, poderá carregar a tocha olímpica.

Mesmo ciente das dificuldades de voltar a ser titular, o jogador quer seguir na NBA. No Cleveland, ele tem contrato por mais um ano, fora outro de opção da franquia. Experimentar novas culturas do basquete, como a europeia, ou mesmo voltar ao Brasil está fora dos planos, pelo menos por enquanto.

LANCE!: Acredita que a possibilidade de o basquete brasileiro voltar a conquistar uma medalha olímpica na Rio-2016 é a melhor dos últimos tempos?
Sem dúvida. Nós provamos nas nossas duas últimas competições internacionais que temos grandes chances de conquistar uma medalha na próxima Olimpíada. Estamos jogando de igual par igual com todo mundo. Sabemos de nosso potencial e temos de respeitar todos os adversários, mas se repetirmos o que temos feito jogando no Brasil, com o apoio da torcida, a chance será muito grande.

LANCE!:  A equipe chegará à Olimpíada do Rio no melhor momento coletivo e pessoal de cada um?
É um momento em que temos uma experiência internacional grande, com atletas na NBA, na Europa e no Brasil. Nosso conjunto é muito forte. Sabemos o que temos de fazer para sermos importantes e ajudarmos a Seleção Brasileira. O momento é favorável. Agora, só temos de colocar tudo em prática.

LANCE!: O pouco tempo dos brasileiros em quadra na NBA preocupa o técnico Rubén Magnano. Isso pode ser prejudicial na preparação visando aos Jogos Olímpicos?
Acho que é muito cedo para falarmos sobre isso. A temporada é longa. São 82 jogos. É claro que todos nós gostaríamos de jogar mais tempo. Infelizmente, por algum motivo não estamos jogando tanto. O importante é que todos se mantenham em forma e preparados para essa temporada e para a Seleção. Desde já, temos que nos cuidar para ajudar o Brasil na briga por uma medalha olímpica.

"O processo de renovação requer sempre paciência. Muitas vezes temos jogadores talentosos e diferenciados, mas o resultado não vem de imediato. Temos de estar prontos" - Anderson Varejão.

LANCE!: Você se preocupa com o pós-2016, quando a Seleção terá de passar por um novo processo de renovação? Teme que voltemos a viver aquela dificuldade de disputar uma Olimpíada?
O processo de renovação, seja para o Brasil ou para os clubes, requer sempre paciência. Muitas vezes temos jogadores talentosos e diferenciados, mas o resultado não vem de imediato. Temos de estar prontos para esse tipo de situação. Eu confio nos nossos jogadores, nos jovens que estão aparecendo. Acredito que eles nos representarão da melhor forma possível.

LANCE!: A expectativa sobre a Seleção é de que mudanças importantes aconteçam. O Alex já falou em entrevistas que pretende se aposentar. Quais são os seus planos na equipe?
Eu não estou pensando em me aposentar da Seleção. Se o Alex, que vem há muitos anos na equipe, com uma passagem sensacional, quiser parar, nós só temos de respeitar. Sabemos da importância que ele teve até aqui e que certamente terá no Rio. Mas o fundamental hoje é acreditarmos e apoiarmos o nosso basquete.

LANCE!: Sua vontade é continuar na NBA ou pensa em viver a experiência de outras culturas de basquete futuramente?

Eu penso em continuar aqui. Tenho mais um ano de contrato garantido, e outro que é opção do time. No momento, quero ficar. Não tenho a intenção de sair da NBA nos próximos anos.