Olimpíada de Amsterdã, em 1928 (Foto: Acervo COI)

A linha de chegada da competição de remo nos Jogos Olímpicos de 1928 (Foto: Acervo COI)

LANCE!
14/07/2016
08:05
São Paulo (SP)

A novidade dos Jogos de Amsterdã (HOL) em 1928, e que se perpetua até agora, foi a permanência da chama olímpica acesa durante todo o evento.

Os Jogos de 1928 registraram o retorno dos países que não vinham sendo convidados desde 1920 por causa da I Grande Guerra Mundial (Hungria, Alemanha, Áustria, Turquia e Bulgária). Adoentado, Pierre de Coubertin, criador dos Jogos da Era Moderna, não esteve presente na Holanda. Ele deixou seu cargo no COI em 1925, por acreditar que o esporte estava muito profissional, fugindo do espírito olímpico de que o importante é competir.

Na Cerimônia de Abertura, a equipe da Grécia deu início aos desfiles, com a equipe holandesa anfitriã marchando por último. Grécia em primeiro e os anfitriões em último tem sido o protocolo olímpico desde então.

A americana Elizabeth Robinson, de 16 anos, foi a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro no atletismo, nos 100m rasos. E ela começou no esporte por acaso. Meses antes dos Jogos, atrasada para a escola, ela correu atrás de um ônibus e foi vista por um professor de educação física. Ele ficou espantado com a velocidade da menina e passou a treiná-la. Três anos depois do ouro, ela sofreu um acidente, no qual quebrou várias vértebras. Recuperada, mas sem poder dobrar totalmente o joelho - o que a impossibilitava de agachar para a largada.

Um fato inusitado marcou a prova dos 200m peito feminino em Amsterdã-1928. A alça do maiô da atleta alemã Hildegard Schrader se soltou, deixando um dos seios descoberto. Depois ela admitiu que isso fez com que ela nadasse mais rápido, ganhando, no final, a medalha de ouro. No fim da prova, ela foi ajudada pelas rivais antes de sair da piscina.

O primeiro integrante de uma família real a conquistar medalha olímpica de ouro foi Olaf V. O príncipe herdeiro da Noruega fez parte da equipe de vela do país nórdico.