Rafael Valesi
08/08/2016
00:02
Rio de Janeiro (RJ)

Por muito pouco, Michael Phelps não disputou a Olimpíada Rio-2016. Há quatro anos, a lenda das piscinas anunciava sua aposentadoria do esporte com as seis medalhas obtidas nos Jogos de Londres-2012, em decisão que seria revertida meses depois. A noite deste domingo marcou a volta daquele que nunca se foi. O astro americano fez sua estreia no Estádio Aquático no revezamento 4x100m livre, faturou o ouro e alcançou sua 23ª láurea olímpica da carreira. 

Nas eliminatórias do revezamento, no início da tarde, o nadador de 31 anos foi poupado. O quarteto americano contou com Jimmy Feigen, Ryan Held, Blake Pieroni e Anthony Ervin, e acabou na segunda posição na soma das baterias, com o tempo de 3m12s38. A Rússia liderou com 3m12s04, e o Brasil passou em quinto (3m14s06).

Para a decisão, nos minutos finais de ontem, beirando a meia-noite, quase toda a equipe foi trocada. O único que permaneceu foi Held. Entraram Nathan Adrian, Caeleb Dressel, e ele, Michael Phelps, segundo atleta a cair na água pelos americanos.

E o time ianque fez bonito. Os americanos venceram com o tempo de 3m09s92. A França ficou com a prata (3m10s53) e a Austrália faturou o bronze (3m11s37). O Brasil acabou na quinta posição.

Assim, Phelps faturou sua 23ª medalha olímpica na carreira, sendo a 19ª de ouro, e ampliou ainda mais seu recorde de láureas na história da competição.

Brasil fica sem medalhas

O Brasil disputou neste domingo suas primeiras finais na natação nos Jogos Olímpicos Rio-2016. Felipe França e João Gomes Jr. tentaram medalhas nos 100m peito, e o quarteto formado por Marcelo Chierighini, Nicolas Nilo, Gabriel Santos e João de Lucca fizeram o mesmo no revezamento 4x100m livre. Mas sem sucesso.

Na decisão dos 100m peito, quem mais chegou perto foi João Gomes Jr., que terminou na quinta colocação, com o tempo de 59s31. Felipe França acabou na sétima posição, com a marca de 59s38.

No revezamento, o Brasil não conseguiu evoluir em relação às eliminatórias, em que se classificou na quinta posição. O quarteto nacional não foi páreo para os favoritos times dos Estados Unidos, França e Austrália, e terminou em quinto lugar.

Três recordes mundiais caem

A sueca Sarah Sjostrom, a americana Katie Ledecky e o britânico Adam Peaty mostraram ontem porque estão entre os melhores nadadores da atualidade. Foram deles os três recordes mundiais quebrados nas finais do segundo dia de disputas da natação no Estádio Aquático.

Sjostrom foi a primeira do dia a brilhar. Na decisão dos 100m borboleta, ela faturou a medalha de ouro olímpica (sua primeira da carreira) com o tempo de 55s48. O antigo recorde, que pertencia à própria atleta, era de 55s64.

Peaty baixou a melhor marca do mundo nos 100m peito pelo segundo dia consecutivo. No sábado, nas eliminatórias, ele havia nadado a distância em 57s55. Na disputa pela medalha, fez 57s13 e ficou com a medalha de ouro.

Ledecky, por sua vez, fez estrago na final dos 400m livre. Nas eliminatórias, no início da tarde, ela já havia beliscado o resultado, ao marcar 3m58s71 (o antigo recorde, dela mesma, era de 3m58s37, desde 2014). Horas depois, cumpriu as expectativas e baixou ainda mais o tempo, agora para 3m56s46.