LANCE!
13/08/2016
01:20
São Paulo

Quando Marta correu para a quinta cobrança da Seleção brasileira na disputa de pênaltis contra a Austrália, nas quartas de final dos Jogos Olímpicos, na noite desta sexta, no Mineirão, ela pode ter se visto na final da Copa do Mundo de 2007, quando errou uma cobrança na derrota para a Alemanha. Quando colocou a bola no canto esquerdo e viu a goleira alcançá-la, ela sentiu o baque. Cobriu o rosto com a camisa e voltou abatida para o meio. Será que a história se repetiria?

Não. Marta não merecia passar por isso novamente. Na cobrança seguinte, Bárbara defendeu a cobrança de Gorry e evitou a eliminação. Marta, no meio campo, parecia carregar um peso imensurável nas costas. Quando, na oitava cobrança australiana, Bárbara pegou novamente, o peso se esvaiu. Marta pôde vibrar, celebrar com as companheiras. Elas estão nas semifinais das Olimpíadas. O sonho não acabou para o futebol feminino brasileiro. Ele está só começando. Que venha a Suécia!

Marta
Quando perdeu o pênalti, Marta foi consolada pelas companheiras; não seria o final da história (GUSTAVO ANDRADE / AFP)

Phelps: até quando perde, criam-se histórias
Michael Phelps prometeu encerrar a carreira em Londres-2012. Até tentou cumprir, mas desistiu pouco tempo depois. Veio ao Brasil. Fez história. Já levou quatro ouros. Pode levar mais um. Nesta sexta, porém, ficou "apenas" com uma prata. E em sua última prova individual na carreira, já que diz que, desta vez, para mesmo.

Nos 100 m borboleta, não conseguiu vencer - mas formou um pódio inesquecível.  Se na última quinta disputou a última prova contra Ryan Lochte e Thiago Pereira, desta vez pulou na piscina com Chad Le Clos e Laszlo Cseh, rivais no borboleta. E o fim foi um tanto quanto marcante para todos: eles empataram. Os três. Todos nadaram para 51s14. E subiram ao pódio juntos, de mãos dadas, celebrando a prata conjunta. Uma imagem rara e das que aparecerão em todas as lembranças da Rio-2016.

Phelps, Le Clos, Cseh
GABRIEL BOUYS / AFP

"Ursinho" Teddy, o judoca mais dominante do mundo
​O apelido dele é fofo, mas ele é duro. Duro de derrubar, duro de ser vencido. Teddy Riner, o melhor judoca peso-pesado do mundo, seguiu sua epopeia: venceu todas suas lutas, algo que faz em todas as competições há seis anos, e transformou a Arena Carioca 2, casa do judô, em um festa francesa. Uma lenda do judô é bicampeã olímpica.

Teddy Riner
LAURENT KALFALA / AFP

Bronze salva os brasileiros
As brasileiras já haviam conquistado duas medalhas no judô. Mas os homens haviam decepcionado. Sobrou para Rafael Silva a missão de não deixar a equipes masculina sair sem nada do Rio. E, mesmo caindo na chave de Teddy Riner e, claro, perder para o francês, voltou ao tatame na repescagem e repetiu sua campanha de Londres-2012: bronze!

O Touro Miúra não cansa
Rafael Nadal derrotou Thomaz Bellucci de tarde, para avançar às semifinais da chave de simples. O Brasileiro até venceu o 1° set, mas não resistiu ao talento do espanhol. Talento, este, que ele levou para a chave de duplas: ao lado de Marc López, entrou em quadra duas horas depois de derrotar Bellucci, praticamente sem descanso, para encarar os romenos Horia Tecau e Florin Mergea, pela final. E saiu com o ouro. Se ele sucumbiu ao cansaço após a vitória? Nada disso. Apenas à emoção. Chorou no pódio e se tornou o segundo tenista homem da história a ter um ouro olímpico tanto em simples (2008) como em duplas.

Vôlei feminino segue 100%
Os homens de Bernardinho perderam para os EUA na quinta, mas nesta sexta as garotas bicampeã olímpicas treinadas por Zé Roberto seguiram 100%: bateram a Coreia do Sul em três sets e estão perto de garantir a primeira colocação na chave.

Atletismo começou e... Recorde mundial!
A Etiópia não quis esperar nem se completar metade de um dia de atletismo nos Jogos para já levar um ouro e ainda um recorde mundial. Com as provas divididas na parte da manhã e de noite, logo cedo os 10.000 m deram o topo do pódio a Almaz Ayan, que venceu a prova em 29min17s45, melhor marca da história. No lado brasileiro, um bom resultado: o 4° lugar de Caio Bonfim na marcha atlética de 20 km, melhor marca do país na história.

Vagas nas quartas do vôlei de praia
​As duas duplas femininas do país avançaram para as quartas de final da modalidade nesta sexta. Larissa e Talita bateram a dupla da Alemanha, enquanto Ágatha e Bárbara venceram a dupla da China para avançar.

A derrota quase chegou para os astros
Na última quarta, os EUA foram para o intervalo atrás da Austrália no basquete masculino. Os astros da NBA, porém, viraram no quarto final, vencendo por 10 pontos. Nesta sexta, porém, o drama ainda foi maior: a Sérvia teve a bola final, um arremesso livre de Bogdan Bogdanovic, para empatar o jogo - mas ele errou. Os EUA venceram, 94 a 91, mas as dificuldades seguem aparecendo. Será que o ouro sairá fácil como pensado?

Robson Conceição traz medalha para o Brasil no boxe: só falta saber a cor!
Pelas quartas de final da categoria até 60 kg, o brasileiro Robson Conceição venceu Hurshid Tojibaev, do Uzbequistão, com um triunfo na decisão unânime dos juízes. Com isso ele já garantiu, ao menos, a medalha de bronze para o Brasil. A semifinal acontece no próximo domingo, às 12h30.

Hope Solo "perde a linha"
Os EUA foram protagonistas da maior zebra do futebol feminino nos Jogos: caíram, nos pênaltis, para a Suécia.  seleção feminina americana nunca havia sido eliminada antes da final em Olimpíadas. A goleiro Hope Solo, porém, acha que foi injusto. E disparou contra as suecas: 

- Acho que jogamos contra um bando de covardes. O melhor time não venceu hoje. Eu acredito fortemente nisso - disse após o jogo.