LANCE!
18/08/2016
13:26
São Paulo (SP)

Não foi à toa que o baiano Isaquias Queiroz chegou ao Rio de Janeiro sob a expectativa de ajudar o Brasil no quadro de medalhas. Depois de levar a prata na última terça-feira, o canoísta faturou um bronze nesta manhã na categoria C1 200 metros. E o desempenho do vitorioso do nordestino não deve acabar por aí, não. No sábado, ele compete com Erlon Souza na categoria C2 1.000 metros e pode trazer mais uma medalha olímpica ao país-sede dos Jogos. 

As primeiras horas do dia também foram muito produtivas no Estádio do Engenhão. A equipe masculina do revezamento 4x100 metros conseguiu índice para a final da prova e corre por medalha amanhã. Desempenho completamente oposto do time feminino, que foi desclassificado por atrapalhar as americanas na prova. Por fim, o catarinense Darlan Romani foi à final  do arremesso de peso após bater sua melhor marca e cravar 20,94 metros. 

Canoagem

Na base da superação, o canoísta Isaquias Queiroz conquistou na manhã desta quinta-feira sua segunda medalha olímpica no Rio de Janeiro. Depois de ter largado mal na prova dos C1 200 metros, o baiano teve muita velocidade para alcançar seus adversários na Lagoa Rodrigo de Freitas e, nos minutos finais, conquistou o bronze.
Agora, já com uma prata e um bronze no peito, o brasileiro se concentra para a prova do C2 1.000 metros, ao lado de Erlon Souza, para conquistar sua terceira medalha. Caso conquiste o feito será a primeira vez na história que um atleta do Brasil alcance o feito.

Atletismo

Responsável pela prata nos Jogos de Sidney-2000 e por um bronze em Atenas-2004, a equipe masculina do revezamento 4x100m pode repetir a façanha no Rio de Janeiro. Isto porque, nas semifinais da prova, os brasileiros conquistaram o oitavo e último tempo entre os finalistas ao cruzarem a linha de chegada em 38s19. Agora, a equipe formada por Ricardo de Souza, Vitor Hugo dos Santos, Bruno de Barros e Jorge Vides corre como azarã e pode surpreender. Enquanto os homens saíram satisfeitos com o resultado, as mulheres deram adeus à Olimpíada. As brasileiras tocaram em uma corredora dos EUA e foram desqualificadas pela Federação Internacional. 

Já Darlan Romani fez história no Engenhão e fechou a etapa classificatória com o terceiro melhor tempo entre todos os competidores. Seu arremesso, de 20.94 metros foi, inclusive, o melhor de toda sua carreira. 

Luta Olímpica

Vice-campeã do mundo há dois anos, a brasileira Aline Silva, da luta olímpica, por pouco não foi para as semifinais na categoria até 75 kg. Depois de ter vencido a japonesa Rio Watari na estreia, a lutadora encarou a russa Ekaterina Bukina nas quartas de final e foi derrotada, por 4 a 3, em um duelo muito disputado no Rio de Janeiro.

Já Lais Nunes, que compete entre as atletas com até 63 kg, não teve a mesma sorte de sua compatriota. Logo na estreia, a anfitriã foi superada pela turca Hafize Sahin por encostamento (movimento no qual as costas da lutadora encostam totalmente no chão).

Polo Aquático

Enfrentando a Hungria, uma das maiores potências mundiais no polo aquático, a seleção brasileira masculina foi superada, por 13 a 4, na decisão do 5° lugar. Agora, o time verde e amarelo volta à piscina do Complexo Aquático Maria Lenk para enfrentar o vencedor de Grécia e Espanha que jogam nesta tarde, às 15h30, na disputa do 7° lugar. Independente de vencer ou não, o Brasil já conquistou seu melhor resultado no esporte.

Taekwondo

Única representante do Brasil a competir no taekwondo nesta quinta-feira, Julia Vasconcelos não teve vida fácil no torneio olímpico categoria até 58kg. Logo na estreia, a paulista foi derrotada para a finlandesa Suvi Mikkonen, por 10 a 9, e não aguentou o choro após ser eliminada. A frustração foi tanta que ela precisou ser retirada do dojan pelo seu treinador.

Taekwondo - Julia Vasconcelos
Julia Vasconcelos chorou muito ao fim do combate (Foto: AFP/ED JONES)