Daniel Bortoletto
09/08/2016
00:08
Rio de Janeiro

A Seleção Brasileira feminina de vôlei afastou o sono da torcida na primeira sessão corujão no torneio olímpico de vôlei. Com uma atuação segura, as atuais bicampeãs olímpicas derrotaram a Argentina por 3 sets a 0, parciais de 25-16, 25-19 e 25-11, pela segunda rodada do Grupo A.

Eram 22h52 quando a bola subiu no Maracanãzinho para o início do clássico. Quase 20 minutos de atraso em relação ao horário previsto, já que a preliminar entre Rússia 3 x 1 Coreia se alongou mais do que o normal. Para evitar cochilos nas cadeiras do ginásio, o DJ aumentou o som e caprichou em hits do momento. Mas bastou o primeiro ponto de Sheilla para o torcedor se empolgar com o que realmente importava. E foi a oposto o grande nome do parcial inicial. Foram seis pontos, todos eles no ataque, depois de receber oito bolas levantadas. Altíssimo aproveitamento de 62,5%.

A Argentina só deu trabalho até o quinto ponto, quando conseguiu quebrar o passe brasileiro em dois saque de Mimi Sosa, que atua na Superliga nacional há algumas temporadas. Depois disso foi uma espectadora em lugar privilegiado na quadra para acompanhar o show da Seleção.

O sistema de entretenimento lançou então "o show das poderosas" em alto e bom som. Adequado para a superioridade do Brasil diante as maiores rivais continentais. A defesa parecia estar ligada na tomada, dando o volume de jogo que José Roberto Guimarães sempre cobra.

E não foi preciso aquele climão de rivalidade para dar um molho a mais para o clássico. Sheilla chegou a acertar uma bolada na cabeça da líbero Tati Rizzo no segundo set. Não comemorou e pediu desculpas para a adversária. A camisa 13, que fechou o set no ataque, tinha até ali dez pontos na partida e 60% de acerto.

O panorama pouco mudou no terceiro set, com o Brasil sempre em vantagem. Pelo horário, o público até deu uma murchada. Mas dá até para dizer que a vitória encaminhada e o horário já avançado eram boas desculpas. Zé Roberto colocou Jaqueline para jogar e o ginásio voltou a se animar.

Quando Gabi marcou o último ponto da partida o relógio já marcava 0h08, desta terça-feira. A torcida então pôde aplaudir de pé a atuação da Seleção, deixar o ginásio em êxtase e partir para uma noite tranquila de sono. Já a equipe brasileira estava liberada para seguir viagem para a Vila Olímpica e continuar sonhando com o tri, ciente de que os próximos passos serão mais complicados: Japão, na quarta-feira, Coreia, na sexta, e Rússia, no domingo, sempre às 22h35.  Dormir é para os fracos, torcedor!