Jonas Moura
25/07/2016
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

As Forças Armadas iniciaram no último domingo, no dia da abertura da Vila Olímpica dos Jogos Rio-2016 para os atletas, a operação de patrulhamento em vias expressas, áreas turísticas e no Aeroporto Internacional Tom Jobim. O efetivo, de 22 mil homens, é maior que o da Olimpíada de Londres, em 2012, mas leva goleada se for comparado ao da edição de Pequim, em 2008.

Na China, foram mobilizados cerca de 100 mil agentes, quase cinco vezes mais que o Rio de Janeiro, para ajudar a garantir a segurança do megaevento, que transcorreu sem grandes problemas. Na Inglaterra, em meio a uma série de imprevistos, o número ficou na casa dos 18 mil, 22% a menos do que agora.

Há quatro anos, a empresa responsável pela segurança privada dos Jogos recrutou uma quantidade de funcionários inferior ao necessário. O fato levou ao aumento no número de militares nas ruas da capital inglesa.

O esquema de segurança da Rio-2016 envolverá cerca de 88 mil pessoas no total, incluindo Forças Armadas e agentes de segurança pública, que atuarão tanto na cidade olímpica como nas sedes do futebol. Os Jogos de Pequim tiveram cerca de 1,5 milhão de envolvidos no setor (70% a mais que o Rio), enquanto Londres contou com 40 mil pessoas (54% a menos que o Rio).

– Das Forças Armadas, é o maior dispositivo já empregado em um grande evento (no Brasil). O número maior até então foi em torno de 15 mil, na ECO-92. Dizer se é a melhor operação é difícil, mas acumulamos experiência em ocasiões anteriores, como Pan de 2007, Copa do Mundo, Jornada Mundial da Juventude e Jogos Mundiais Militares, entre outros. O que melhor poderíamos fazer para os Jogos está aqui – disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Por decreto do presidente Michel Temer, que atendeu a pedido do governador do estado, Francisco Dornelles, o número de militares na capital teve um aumento de quatro mil homens em relação à perspectiva anterior, de 18 mil.

Espalhados pelas regiões da Barra da Tijuca, Deodoro, Copacabana e Maracanã, eles terão os mesmos poderes que as polícias nas ruas. Para isso, utilizarão desde fuzis a métodos de baixa letalidade, como balas de borracha e bombas de efeito moral.

Segundo o ministro da Defesa, o efetivo de militares dos Jogos Rio-2016 perde apenas para o de Pequim-2008.

"Estamos prontos. Temos um patrimônio de boas práticas e bons resultados. Daqui a 64 dias, vamos comemorar, exaustos, o grande sucesso dos Jogos Rio-2016" - ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen.

O objetivo de colocar os militares nas ruas em maior número foi, de acordo com Jungmann, para liberar as forças de segurança pública para atuarem no patrulhamento de favelas. O estado enfrenta grave crise financeira, que chegou a atingir a segurança pública, com atraso no pagamento de salários e bônus.

– Estamos absolutamente prontos. Temos um patrimônio de boas práticas e bons resultados. Daqui a 64 dias, vamos comemorar, exaustos, o grande sucesso dos Jogos Rio-2016 – afirmou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen.

As Forças Armadas se retirarão do Rio após 64 dias de atuação, ao fim da Paralimpíada, no dia 18 de setembro.