Oficial dos jogos da Coreia-2018

Hee-beom e o presidente do COI Thomas Bach posam  com  as mascotes dos Jogos de Inverno Soohorang (Tigre) e Bandabi (Urso) em ebenmvo na Praia de Copacabana (Foto: Divulgação)

CARLOS ALBERTO VIEIRA
22/08/2016
07:25
Rio de Janeiro (RJ)

A Coreia do Sul apresentou neste domingo, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, detalhes das novidades que ocorrerão nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang-2018. O presidente do comitê organizador (PoCog), Lee
Hee-beom, disse que a competição será marcada sobretudo pela excelência da informática:

- Teremos os Jogos da Tecnologia. Somos o primeiro país em nível de transmissão e iremos subir um degrau a mais, dando uma velocidade de dados que surpreenderá. Toda a Coreia do Sul estará integrada, com Wi-Fi nos locais públicos. Teremos também um evento sem barreira de idiomas, com uma tradução em software inovadora e que dará a todos um ambiente sem estresse e que certamente ajudará na interação da família olímpica.

Este software é chamado de MOU. Trata-se de uma tecnologia de interpretação e tradução automática em desenvolvimento e que, segundo a PoCog, ajudará a resolver os problemas de barreira linguísticas como nunca se imaginou.

Além de ser os Jogos da TI,  Hee-beom disse que a Coréia do Sul fará um evento no qual os portadores de deficiência e idosos terão extrema facilidades em todos os parques e que o país está aberto para se tornar o ambiente ideal para a paz entre os povos. Para isso, conta com a participação da Coreia do Norte, embora tenha mostrado de todas as formas o seu descontentamento com os vizinhos, se negando a falar o nome do país e alfinetando o belicismo norte-coreano.

- Estamos querendo que o nosso evento também seja visto como jogos da Paz. Por isso abriremos nosso país não apenas aos países amigos, mas  para todos.  Não há motivo para a não participação de algum país e esperamos que eles (Coreia do Norte) participem, se é que gostam de paz - disse, citando que a segurança é o outro ponto essencial para o sucesso do evento.

Segundo Hee-beom, a comitiva sul-coreana, com cerca de 200 delegados, fechou um relatório com 140 tópicos sobre os Jogos do Rio. A ideia é repetir as ações que deram certo e evitar tudo o que eles viram como negativos.

- Visitamos todas as Vilas e Arenas do Rio de Janeiro, montamos a nossa casa para visitação que foi um sucesso. Vivemos uma oportunidade rara e ao voltarmos estudarem um por um os pontos das lições aprendidas aqui.

Embora não citasse os prós e contras,  Hee-beom elogiou o trabalho dos voluntários, citando que os sul-coreanos estão estudando aumentar o efetivo (estudos iniciais indicaram 25 mil). E disse que a inteligência do Rio de Janeiro em cortar custos, fazendo um evento com as contas equilibradas, precisa servir de exemplo para todos os países .
 
Já a situação dos transportes foi vista como falha. Mas os coreanos dizem ter armas que minimizarão os problemas. Um deles é o fato dos complexos esportivos estarem próximos, a 30 minutos das Vilas e Centros de Imprensa. O outro é que a sede não é uma cidade populosa (tem 50 mil habitantes) e ainda estará muito mais próxima de Seul graças àquele que será o grande legado para a região, a ligação ferroviária em alta velocidade.

- As instalações serão eficientes e várias vias que as ligarão estão sendo construídas. Além disso, estamos finalizando a construção do trem-bala que irá ligar Seul às cidade-sede em apenas 1 hora. Ele será inaugurado no próximo ano - finalizou Hee-beom.