Bernardo Cruz
10/08/2016
22:20
Rio de Janeiro (RJ)

O dia histórico do polo aquático brasileiro masculino após a vitória sobre a Sérvia por 6 a 5, que manteve não só os 100% de aproveitamento no Grupo A dos Jogos Olímpicos, como garantiu a classificação inédita para as quartas de final, deixou a zona mista em êxtase.

Felipe Perrone, capitão da equipe, deu bem a dimensão do feito realizado no Maria Lenk, que mais uma vez recebeu um bom público para a modalidade.

- Nem nos nossos melhores sonhos a gente podia imaginar isso. É como ganhar o Dream Team dos Estados Unidos (basquete). É a maior vitória da história do polo aquático brasileiro. É o tipo da vitória que nos dá confiança de ir buscar algo mais. Sou o cara mais pés no chão que existe, temos um caminho longo, mas esse é o barato da Olimpíada - afirmou.

Já Felipe Santos foi além. Para ele, o triunfo sobre a Sérvia, atual campeão mundial e da liga mundial, pode significar uma mudança de patamar do polo aquático no Brasil.

- Vejo que esse resultado pode ser um marco histórico para o esporte. O que fizemos aqui hoje será sempre lembrado e creio que vai contagiar ainda mais a torcida para os próximos confrontos - afirmou.

Gustavo Guimarães, que vem de família tradicional no polo aquático e cobrou a penalidade que garantiu o resultado histórico, afirmou que o feito aconteceu após muitos anos de luta de todos os envolvidos na preparação para a Jogos.

- A atitude do time desde a vitória sobre a Austrália tem sido um diferencial. Esse jogo foi um passo a mais. O resultado só coroa um trabalho que começou a longo prazo. Trabalhamos oito horas, nos sacrificamos. Isso faz a diferença.

O Brasil volta às piscinas nesta sexta-feira, novamente às 19h30, no duelo diante da Grécia.