Murilo conquistou a prata em 2012, mas foi cortado para o Rio; Jaqueline é bicampeã olímpica

Jaqueline, Murilo e o filho Artur Reprodução/Instagram

Daniel Bortoletto
15/08/2016
11:45
Rio de Janeiro

Na vitória sobre a Rússia, Jaqueline saiu no banco de reservas no início do segundo set para não sair mais do time. Ajudou a corrigir a instabilidade no passe e, como sempre, foi uma das mais aplaudidas pelo público. Ao deixar a quadra, não escondia a felicidade por ter voltado a ter protagonismo na Seleção Brasileira de vôlei.

- Sabia que iria entrar nesses momentos de dificuldade para ajudar o time. Sempre espero por isso. A partir de agora vai ser ainda mais difícil. Minhas parceiras vão estar em momentos complicados e vou ter que entrar para reverter. Não tem como não entrar em quadra confiante com todo esse apoio da torcida - comentou.

Apesar disso, ela sabe que dificilmente vai ser titular durante os Jogos, já que as pontas Natalia e Fernanda Garay vivem bom momento:

- É difícil ser titular agora, a equipe vem muito bem treinada desde o Grand Prix, muito certinha. Se eu tiver de ser titular, serei. Se não for, vou ter que entrar e dar conta do recado. Sempre com as meninas me ajudando. Não temos sete jogadoras em quadra, temos 12.

Jaque falou pela primeira vez sobre a ausência de Murilo, cortado da Seleção após a Liga Mundial. Ontem, Dia dos Pais, o jogador esteve no Rio, mas não no Maracanãzinho para ver a esposa.

- Ele não quis vir, porque isso (o corte) deu uma balançada nele. Ele ficou muito triste. Nunca vi Murilo chorar dando entrevistas. Na minha vida, estou 17 anos com ele, nunca vi ele chorar. Não, vi quando foi campeão mundial e melhor do mundo e agora. Então, quando isso acontece, mexe muito com ele. Mas ele está torcendo muito pelos meninos, está muito triste por esses dois jogos que perderam. Sempre conversa comigo, mandando dar recado para os meninos. É difícil para ele - admitiu.