Jaqueline treinou com a Seleção na Arena Carioca 1 (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Jaqueline treinando com a Seleção (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Daniel Bortoletto
11/08/2016
10:21
Rio de Janeiro

Quando José Roberto Guimarães chamou Jaqueline para entrar, no segundo set contra o Japão, o Maracanãzinho foi ao delírio. Ao entrar em quadra no lugar de Fernanda Garay, a bicampeã olímpica foi ovacionada pelo público.

As reações de carinho deixaram a ponta próxima das lágrimas.

- Isso é muito bom, esse carinho. Saio sempre feliz de quadra, porque sinto que todo mundo me quer muito. Tem esse carinho por mim. Chego a ficar emocionada. É reconhecimento do nosso trabalho, tudo que a gente já fez - comentou Jaqueline.

A jogadora não reclama da reserva. Sabe que pode ser importante no decorrer da campanha olímpica, repetindo o que fez na decisão do último Grand Prix, principalmente na final contra os Estados Unidos. Ontem, quando o passe ficou instável no fim do terceiro set, ela voltou novamente a ser utilizada. Perguntada se tem vontade de "invadir a quadra", ela não fica em cima do muro:

- Tenho, mas a gente fica segurando, é um posicionamento para mim um tanto quanto novo. Mas quando precisar, vou estar lá pronta.

Nos Jogos, Jaque tem usado um novo amuleto: ela ganhou da mãe uma tiara de ouro, com uma mensagem gravada: "Tenha foco, força e fé. Estarei sempre com você".