LANCE!
17/06/2016
13:45
São Paulo (SP)

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) manteve o banimento da Rússia de todas as competições internacionais. Assim, os atletas do país estão impedidos de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, em Viena, na Áustria. A entidade internacional, no entanto, abriu a possibilidade para alguns competidores disputarem a Olimpíada caso comprovem não estarem envolvidos com casos de doping.

Assim, a varista Yelena Isinbayeva poderia participar da Rio-2016, mas competiria por uma "bandeira neutra". A atleta foi, nos últimos dias, uma das principais defensoras do retorno dos russos às competições de atletismo.

- Embora um bom progresso tenha sido feito, o conselho da IAAF foi unânime em apontar que a Federação de Atletismo da Rússia não alcançou as recomendações necessárias e que os atletas russos não poderiam voltar às competições sem diminuir a confiança para o público - disse o presidente da IAAF, Sebastian Coe.

Entre os pontos que trabalharam contra o retorno da Rússia às competições estão: a cultura de tolerância ao doping que segue sem mudanças, a falta de uma forte infraestrutura capaz de detectar e combater o doping e o pensamento político ainda existente no país de financiar os esquemas de trapaça.

A Rússia foi suspensa de todas as competições internacionais em novembro do ano passado, após a divulgação de um esquema de doping sistemático no atletismo do país patrocinado pelo governo. Além da suspensão aos atletas do país, nem os árbitros, representantes, técnicos ou qualquer ou membro russo podem fazer parte de competições internacionais de atletismo.

- Para que os atletas russos possam voltar às competições internacionais, a Federação Russa deve mostrar que, agora, existe uma cultura de tolerância zero em relação ao doping - completou o presidente da comissão independente da IAAF, Rune Andersen.

A Agência Mundial Antidoping (Wada) fez uma série de pedidos para os russos se adequarem às normas da entidade internacional. Apesar de o ministro do Esporte do país, Vitaly Mutko, ter afirmado nos últimos dias que todas as medidas foram tomadas, a IAAF votou de forma unânime para manter a punição.

* Atualizado no dia 17 de junho de 2016, às 14h21