Jogadores da Seleção Brasileira de hóquei sobre grama na entrada do prédio do Time Brasil na Vila

Jogadores da Seleção Brasileira de hóquei sobre grama posam em frente ao prédio do Time Brasil na Vila dos Atletas (foto; Divulgação/COB)

Guilherme Cardoso e Marcelo Laguna
25/07/2016
07:30
Enviados Especiais para o Rio de Janeiro (RJ)

Espécie de "primo pobre" entre as modalidades que integram a delegação do Brasil para a Olimpíada Rio-2016, o hóquei sobre grama vive uma espécie de conto de fadas. Pela primeira vez a modalidade estará representando o país em Jogos Olímpicos, feito que ocorreu não pelo fato de ser o país-sede, mas assegurado dentro de campo, após o quarto lugar obtido nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015.

Mesmo consciente de que estão vários degraus abaixo em relação às principais potências da modalidade, como Austrália, Grã-Bretanha, Holanda e Alemanha, os brasileiros entraram neste domingo na Vila dos Atletas dispostos a não fazer somente figuração na Rio-2016.

- É uma alegria muito grande estar aqui. Conquistamos um sonho. Agora, é concretizar esse ciclo. Os meninos se dedicaram demais para estar aqui. Esse é o ponto mais alto - diz o técnico da equipe, Claudio Rocha.

A tarefa não será das mais fáceis para o Brasil passar da fase de classificação. A Seleção integra o grupo A, ao lado de Austrália (primeira do ranking mundial), Grã-Bretanha, Bélgica, Nova Zelândia e Espanha. Consciente de que será quase impossível bater os australianos, Rocha joga suas esperanças em uma vitória contra a Espanha, justamente seu adversário de estreia.

- A Espanha é um rival cujo jogo pode se encaixar melhor com o nosso estilo. De repente, uma vitória na estreia seria fundamental para nos dar a confiança necessária ao longo da competição - explicou o treinador.

Como avançam os quatro primeiros de cada um dos dois grupos para as oitavas de final, uma hipotética vitória contra a Espanha deixaria o Brasil dependendo de um novo triunfo contra a Nova Zelândia para poder sonhar com uma classificação histórica.

- Será muito difícil, mas estamos evoluindo. Precisamos somar pontos contra a Espanha e Nova Zelândia e assim ficarmos em uma classificação melhor do que muita gente esperava - afirmou André Patrocínio, capitão da Seleção, que atua como volante.