Flavia Saraiva mostra a leveza da ginástica brasileira

Ginasta brasileira terminou a decisão da trave, sua especialidade, em quinto lugar (Foto: AFP/Thomas Coex)

Felipe Domingues e Thiago Perdigão
15/08/2016
16:26
Rio de Janeiro (RJ)

Uma pequena ginasta de 16 anos e apenas 1,33m alcançou história no Rio de Janeiro. Estreante em Jogos Olímpicos, a brasileira Flávia Saraiva encantou o público presente na Arena Olímpica do Rio de Janeiro e terminou a decisão da trave com uma histórica quinta colocação.

Última a se apresentar no aparelho, a carismática jovem acompanhou atentamente suas sete adversárias subirem à trave. Uma a uma, elas foram completando sua série. O destaque do dia, da semana e da Olimpíada, a americana Simone Biles, foi responsável por uma ovação poucas vezes ouvidas no Parque Olímpico, mesmo sendo rival de Flavinha.

A americana, porém, cometeu alguns erros em sua performance e tirou uma nota que a fez, inclusive, virar de costas para o telão: 14,733. A esperança havia surgido.

Mesmo assim, Flavinha, como gosta de ser chamada, seguiu aguardando pacientemente. Viu um de seus espelhos, Biles, ser ultrapassada logo depois de deixar a trave, pela holandesa Sanne Wevers (15,466).

Na sequência, a americana Lauren Hernandez tomou a vice-liderança da prova, marcando 15,333, e jogou sua compatriota Simone Biles para o terceiro lugar.  

Tendo como rivais pelo pódio três das principais ginastas do mundo, a brasileira Flávia Saraiva foi aplaudida como nunca pelo público ao subir na trave, e mostrou um pouco mais de sua forte e incomum personalidade.

Um desequilíbrio, saltos cravados, o sorriso sempre no rosto... Flavinha deixou a trave e celebrou com seu técnico, com a torcida, sem mostrar abatimento com a nota 14,544. Em sua primeira Olimpíada, Flávia Saraiva terminou na quinta colocação. Um resultado mais que histórico para a jovem que já sabe: Tóquio-2020 é logo ali.