Felipe Domingues
07/08/2016
17:09
Rio de Janeiro (RJ)

Uma menina de 1,33m e apenas 16 anos está cada vez mais perto de roubar a cena na Olimpíada do Rio de Janeiro. Quem? Flávia Saraiva. A "pequena" ginasta brasileira provou que, quando necessário, se torna uma gigante. Pelo menos foi isso que ela fez neste domingo, nas qualificatórias da ginástica artística feminina na Arena Olímpica, na Barra da Tijuca.

O primeiro elemento em que as brasileiras buscaram classificação foi a trave. Logo o favorito de Flávia. Pacientemente, ela esperou as apresentações de Daniele Hypolito, Jade Barbosa e Rebeca Andrade. Quando chegou sua vez, a Arena "veio abaixo".

A pequena gigante foi quase perfeita na execução de seus movimentos e garantiu a nota 15,133, que praticamente a coloca na decisão do aparelho (ainda restam dois grupos de países). Saindo do equipamento, Flávia tinha um sorriso do tamanho de seu rosto, e vibrava como nunca. 

Com a nota conquistada, a brasileira terminaria os últimos dois Mundiais, em 2014 e 2015, entre as duas melhores atletas do planeta. Na Olimpíada de Londres (ING), em 2012, que ainda tinha um critério de notas mais flexível, terminaria na quarta colocação geral.

Se não bastasse a boa performance na trave, a brasileira ainda foi bem no individual geral, onde também está praticamente garantida na decisão. Nem a queda nas barras assimétricas seria capaz de tirar o sorriso de Flávia Saraiva nesse domingo. A "brasileirinha" provou que tamanho não é documento, e competiu como gente grande em sua primeira aparição olímpica.

Rebeca Andrade voa alto e garante ótimo resultado

Antes mesmo de todos os grupos de países terminarem de se apresentar, a brasileira Rebeca Andrade tem motivos de sobras para sorrir. Isso porque, em sua primeira Olimpíada, está praticamente garantida em uma final.

No individual geral, a atleta de 17 anos fechou os três primeiros grupos de países na liderança, com mais de meio ponto de vantagem para segunda colocada. Assim, Rebeca ajudou o time brasileiro a ficar em quarto lugar por equipes, o que pode garantir mais uma decisão para o Brasil. 

Brasil fica fora de finais individuais
O Brasil não terá nenhuma representante nas finais individuais do solo, das barras assimétricas e no salto. Jade Barbosa e Daniele Hypólito, mais experientes entre as brasileiras, tiveram o pior desempenho no solo. Daniela chegou a cair sentada durante a exibição. Rebeca Andrade e Flávia Saraiva foram melhor que as companheiras, mas com nota insuficiente para se classificarem. 

Nas barras, Flávia sofreu uma queda, enquanto Jade apresentou uma série com uma dificuldade menor. Rebeca foi bem, mas sua nota não foi o bastante para avançar a final. O mesmo aconteceu no salto, elemento no qual as brasileiras foram bem, mas não tentaram a segunda execução em busca da vaga na final, priorizando a decisão por equipes.