Erika Miranda - Judô

Erika Miranda - Judô (Foto: Divulgação/CBJ)

Guilherme Cardoso
07/08/2016
16:58
Rio de Janeiro (RJ)

Parece que o fator casa não tem ajudado muito os judocas do Brasil nesses primeiros dias de disputa da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Assim como aconteceu no dia anterior, o país ficou sem medalhas neste domingo. Nem mesmo Érika Miranda, uma das principais esperanças para subir ao pódio, conseguiu desencantar.

A judoca da categoria meio-leve (até 52kg) em nenhum momento pareceu sentir a pressão de lutar em casa. A seriedade em seu rosto durante todos os combates demonstrou isso. Mas o desempenho ficou abaixo do esperado. E as derrotas para a chinesa Yingnan Ma e a japonesa Misato Nakamura, essa última já na luta pelo bronze após passar pela repescagem, demonstraram isso.

Após medalhar em todas as competições mais importantes do ciclo olímpico, sendo até campeã dos Jogos Pan-Americanos do ano passado, em Toronto (CAN), a brasileira não repetiu a sequência de conquistas.

A Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, não é um estádio de futebol. Mas parece ter se transformado em um. Não vou entrar na discussão se judô é o segundo esporte mais popular no Brasil, mas certamente é um dos mais queridos pelo público. Existem algumas razões para isso. É difícil não ter pelo menos um conhecido que já praticou a modalidade. Mas talvez, a razão mais importante de todas: é o esporte que mais deu medalhas ao país na história dos Jogos Olímpicos, e é disso que o brasileiro gosta (aliás, quem não gosta?). O problema é que, por enquanto, ainda não saiu uma láurea.

Mas isso não quer dizer que houve qualquer reclamação em relação ao resultado dos brasileiros até o momento. Érika foi quem chegou mais longe, com a quinta colocação. A cada momento de suas lutas, o público sofreu, vibrou, reclamou com a arbitragem. E se solidarizou com a atleta mesmo após a perda do bronze.

Faltou pouco. Mas ainda não foi dessa vez.