veja como foi a cerimônia de transmissão da tocha olímpica para o Comitê Rio-2016, em Atenas

Chama foi transferida da pira para quatro lamparinas. Assim, virá ao Brasil (Foto: LOUISA GOULIAMAKI/AFP)

Jonas Moura
02/05/2016
16:10
Enviado Especial a Lausanne (SUI)

A viagem da chama olímpica de Genebra, na Suíça, para o Brasil, envolve uma série de estratégias e uma grande responsabilidade. E o mesmo vale para as viagens dentro do território brasileiro, onde o fogo desembarca nesta terça-feira, pela manhã em Brasília. O Comitê Rio-2016 mobilizou um grupo de seis "guardiões" da chama para assegurar que tudo ocorra conforme o planejado.

São cinco pessoas aptas a cuidar da chama, mas as normas internacionais de aviação obrigam que haja guardadores certificados. Destes, há apenas dois. Portanto, eles não podem dormir na mesma hora, e se tiverem de ir ao banheiro têm de se revezar.

No voo, a chama se mantém  acesa graças a quatro lamparinas, que são alimentadas por querosene. Para fixar o material e evitar riscos, foi desenvolvido um suporte especial para os objetos. Além disso, os tecidos das poltronas e dos carpetes das aeronaves já são não inflamáveis.

- O Brasil é um país muito grande. Há muitos desafios logísticos. O maior é garantir que a chama não irá se apagar durante os 95 dias. Há normas de segurança a serem seguidas e apoio da Força Nacional para garantir que tudo funcionará - disse o coordenador do revezamento da tocha no Brasil, Marco Ferreira Elias.

A chama passou pelo revezamento grego, conduzido pelo Comitê Olímpico Helênico. O Rio-2016 só assumiu a responsabilidade nesta semana, em Atenas. A preocupação com danos causados por protestos não abala a entidade brasileira.

- Tenho certeza de que será um grande evento, que todos o celebrarão - afirmou Elias.

* O repórter viaja a convite da Coca-Cola