LANCE!
24/07/2016
08:05
São Paulo (SP)

Aos 14 anos de idade, a ginasta romena Nadia Comaneci entrou para a história dos Jogos. Ela foi a primeira atleta a conquistar uma nota 10 no esporte. O feito aconteceu na prova das barras assimétricas e forçou uma modernização da ginástica. Até então, os placares eletrônicos que mostravam as notas dos atletas só possuíam um dígito, já que o 10 era considerado impossível de ser conquistado. Em Montreal, o placar improvisou e mostrou 1.00 quando Comaneci conquistou seu primeiro 10. No decorrer da competição ela conseguiria outras seis notas máximas, faturando três medalhas de ouro.

Shun Fujimoto encerrou sua participação na prova de argolas da ginástica com um movimento quase perfeito: pirueta de três voltas, finalizando em pé, com perfeição. Ganhou a nota 9,7. Detalhe: realizou sua performance com a perna quebrada e o joelho deslocado. Fujimoto ainda foi campeão olímpico por equipes em Montreal.

Uma forte chuva castigou a cerimônia de abertura dos Jogos. Para desespero da organização, a pira olímpica apagou. Um funcionário do estádio usou um isqueiro para acendê-la novamente.

O Canadá se transformou em 1976 no primeiro país-sede de uma Olimpíada a não conquistar uma medalha de ouro. Foram cinco pratas e seis bronzes. O recorde negativo persiste até hoje.

A surpreendente participação da Alemanha Oriental nos Jogos foi desmascarada anos depois, após a queda do Muro de Berlim. O país fazia uso de substâncias dopantes em suas atletas, aplicando injeções de testosterona em mulheres. Em Montreal, a natação feminina ganhou 11 das 13 medalhas de ouro em disputa.

O soviético Boris Onischenko tentou enganar a arbitragem na prova de esgrima do pentatlo moderno, ao instalar um transistor em sua espada. A artimanha fazia com que ele ganhasse pontos mesmo sem encostar o equipamento nos adversários. Mas a farsa foi descoberta e ele acabou desclassificado.