Aida do Santos

Aída dos Santos entrou para a história do esporte brasileiro nos Jogos de Tóquio (Foto: Divulgação)

LANCE!
21/07/2016
06:10
São Paulo (SP)

A Cerimônia de Abertura foi tocante para o povo japonês, ao lembrar da Segunda Guerra Mundial. A tocha entrou no Estádio Olímpico carregada pelo menino Yoshin Sakai, que havia nascido em Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, data do ataque ao local com uma bomba atômica jogada pelos Estados Unidos. Cerca de dez mil pombas brancas foram soltas no estádio para simbolizar a paz.

Um resultado comemorado pelo Brasil foi o quarto lugar de Aída dos Santos no salto em altura. Única mulher da delegação, ela não tinha treinador no Brasil e enfrentava enormes dificuldades para competir. Na prova olímpica, em Tóquio, ela torceu o pé nas eliminatórias e precisou da ajuda de um médico da delegação de Cuba para fazer um bota de gesso. Aída foi para a final sem as melhores condições, saltou 1,74m e ficou a quatro centímetros da medalha de bronze. Na Olimpíada de Pequim, em 2008, Valeskinha, filha de Aída, fez parte da equipe brasileira de vôlei que conquistou a medalha de ouro.

Com o tempo de 10 segundos, Bob Hayes venceu a prova dos 100m rasos em Tóquio, igualando o recorde mundial. Também faturou o ouro no revezamento 4x100m. Era o homem mais veloz do mundo, mas disse que estava infeliz. Decidiu tentar carreira no futebol americano. E teve êxito. De 1965 a 1974, defendeu o Dallas Cowboys, ganhando uma vez o Super Bowl. Hoje, ele faz parte do Hall da Fama do esporte.

Tricampeã olímpica nos 100m livre, a nadadora australiana Dawn Fraser resolveu levar uma bandeira olímpica como recordação de Tóquio. E a escolhida foi a que ficava no Palácio Imperial. Fraser foi pega pelos seguranças do local. O Imperador Hiroito, porém, permitiu que ela não fosse para a prisão e ainda a presenteou com a bandeira. A australiana levou uma suspensão de dez anos.

No atletismo feminino, a Polônia venceu o 4x100m com recorde mundial. Três anos depois, no entanto, uma das atletas do time, Ewa Klobukowska (que tinha levado a medalha de bronze nos 100m), tornou-se a primeira atleta reprovada no teste de análise de sexo.

Pela primeira vez com transmissão de TV via satélite para várias partes do mundo, a Olimpíada teve uma audiência estipulada em 1 bilhão de pessoas.