Wilson Baldini Jr.
05/08/2016
06:10
São Paulo (SP)

As cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos costumam ficar gravadas na memória. Até mesmo quem não é fã do esporte se lembra de momentos fantásticos das cerimônias. O maior exemplo talvez seja a imagem do choro do ursinho Misha no encerramento da Olimpíada de Moscou, em 1980.

Em 1984, na primeira edição financiada pela iniciativa privada, a entrada do homem-voador pelo Coliseu de Los Angeles com uma mochila a jato foi sensacional. Em Seul-1988, a utilização de pombos, simbolizando a paz entre as nações participantes, acabou sendo uma ideia infeliz e deixada de lado para o futuro, depois que vários pássaros morreram queimados na plataforma da pira olímpica.

Já em Barcelona-1992, a honra de acender a tocha ficou com o arqueiro paralímpico Antonio Rebollo, ganhador de duas medalhas de prata e uma de bronze nos Jogos de 1984,1988 e 1992. O arqueiro lançou a flecha com o fogo que teoricamente acenderia a pira olímpica, mas imagens posteriores mostraram que ele errou o alvo e a pira acabou sendo acesa automaticamente.

Até o atleta mais importante do esporte em todos os tempos foi lembrado para a cerimônia de abertura, em Atlanta-1996. Combalido pelo Mal de Parkinson, o ex-boxeador Muhammad Ali – morto em 4 de junho – foi protagonista de uma das cenas mais emocionantes das cerimônias olímpicas.

O personagem escolhido em Pequim-2008 foi o ginasta chinês Li Ning, ganhador de quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984. Li Ning correu pelas paredes do estádio “Ninho de Pássaro” para acender uma espécie de pavio, que levou o fogo à estrutura colocada na armação de ferro.

E como será no Rio? Ouvi dizer que a atriz Regina Casé será o “mestre de cerimônias”. Vamos esperar até a noite. Não quero acreditar. O ursinho Misha é lembrado há 36 anos e será lembrado pelos próximos 360 anos. E Regina Casé? Talvez não seja lembrada nos próximos 36 dias, quiça 36 horas...