Wilson Baldinir Jr.
17/08/2016
07:00
São Paulo (SP)

As vitórias de Eder Jofre sobre Eloy Sanches e Jose Legra. O tetracampeonato de Acelino Popó Freitas. O título de Miguel de Oliveira e Valdemir Sertão Pereira. As medalhas olímpicas de Esquiva Falcão (prata), Servilio de Oliveira, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo (todos bronze).

Os combates do carismático Adilson Maguila Rodrigues contra Evander Holyfield e George Foreman. A força de Ditão, Luisão, Vicentão e Zumbanão. A técnica de Chiquinho de Jesus, João Henrique e Luiz Carlos Fabre. A elegância de Ralf Zumbano, “A Maravilha Brasileira” e Paulo de Jesus. A raça de Kaled Curi, Gibi e Pedro Galasso.

A valentia de Francisco Thomas da Cruz diante do lendário Julio Cesar Chavez. Os técnicos Antonio Ângelo Carollo e Kid Jofre.

O duelo de Sidnei Dal Rovere com Azumah Nelson, em Gana, e o monumental confronto entre Paulo de Jesus e Milton Rosa, em 1958. Os irmãos Paulo Sacomã e Jorge Sacomã.

Os senhores Waldemar Zumbano e Newton Campos. As programações que lotavam os ginásios do Pacaembu e do Ibirapuera.

Peço perdão pelas falhas de memória, mas a lista mostra como a história do boxe nacional é rica. E ganhou mais um capítulo escrito com letras douradas na terça-feira à noite, no ringue do Rio Centro.

A medalha de ouro de Robson Conceição na categoria dos leves (até 60 kg) é um prêmio para todos os personagens do boxe brasileiro.

Robson foi valente como Adilson Maguila Rodrigues, raçudo como Pedro Galasso, elegante como Ralph Zumbano, pegador como Popó, técnico como Eder Jofre.

Que alegria! Que o boxe tenha mais espaço nas academias, na imprensa, na televisão. Trata-se de um esporte duro, mas que forma homens de verdade. Homens como Robson Conceição.