Camaronês Manu Dibango e músicos da Orquestra Ciclofônica celebraram acordo entre Rio-2016 e Organização Internacional da Francofonia  (Foto: Alex Ferro / Divulgação Rio 2106)

Camaronês Manu Dibango e músicos da Orquestra Ciclofônica celebraram acordo entre Rio-2016 e Organização Internacional da Francofonia (Foto: Alex Ferro / Divulgação Rio 2016)

Jonas Moura
23/11/2015
12:54
Rio de Janeiro (RJ)

Língua oficial dos Jogos Olímpicos, o francês terá lugar de destaque no Rio de Janeiro no ano que vem. Nesta segunda-feira, o Comitê Rio-2016 assinou acordo de parceria com a Organização Internacional da Francofonia (OIF) para difundir o idioma no contexto do grande evento.

Isso significa que a entidade contará com serviços de pessoas dos países francófonos, ou seja, nações unidas no aspecto linguístico e também cultural, durante a preparação para a Olimpíada. Elas ajudarão, por exemplo, a produzir conteúdo para a versão francesa do site oficial dos Jogos.

Outro ramo de atuação dos falantes do francês será o de interpretação. Em vez de utilizar brasileiros, o Comitê trará gente de fora, o que vai promover uma troca de experiências entre os envolvidos. Estão previstos ainda projetos culturais, com artistas dos países francófonos em solo brasileiro, e ações em escolas para que jovens se expressem melhor no idioma.

– Nossos sites em inglês, francês e espanhol não serão uma tradução. Temos projetos na área cultural e traremos artistas francófonos para montar essa aldeia global que será o Rio de Janeiro em 2016 – disse Mario Andrada, Diretor de Comunicação do Comitê Rio-2016.

O acordo foi fechado com a presença do músico camaronês Manu Dibango, embaixador da OIF. Ele fez uma homenagem às vitimas dos recentes atentados terroristas em Paris e Mali e disse que a iniciativa de trazer a língua francesa para a Olimpíada é um incentivo à diversidade.

– Nós estamos à espera de novos ataques. Todos os países francófonos são alvos de projetos de horror. Por isso, este acordo reforça nosso apego à liberdade e à diversidade – declarou Dibango, que ao fim da cerimônia tocou     clássicos da música brasileira com membros da Orquestra Ciclofônica.

A assinatura não tem qualquer ligação com os atentados. A parceria já vinha sendo negociada muito antes dos últimos atos na Europa e na África. Segundo Andrada, acordos com a língua inglesa e em espanhol também serão fechados.