Lucas Pastore
07/08/2016
06:10
Rio de Janeiro (RJ)

Quando a bola subir para Brasil x Lituânia, neste domingo, às 14h15 (de Brasília), na Arena Carioca 1, pela primeira rodada do grupo B do basquete masculino olímpico, pouca gente saberá ler melhor o que acontece em quadra do que Marcelinho Machado. Além de ter jogado com todo o elenco da Seleção Brasileira em sua carreira, o ala atuou no Zalgiris Kaunas, do país europeu, na temporada 2006/2007. De acordo com o veterano, o estilo de jogo mais cadenciado imposto pelo técnico Rubén Magnano pode ser a chave para uma vitória dos donos da casa na estreia.

– Acho que a gente aprendeu a jogar um jogo mais europeu. Talvez isso tenha nos dado a condição de jogar hoje por uma medalha. Antigamente, tínhamos dificuldade de jogar contra europeus porque era um choque de estilos – afirmou Marcelinho, ao LANCE!.

Atual vice-campeã europeia, a Lituânia é apontada pelo ala do Flamengo como uma das maiores potências do grupo da Seleção, ao lado da Espanha. De acordo com o veterano, a força da base e a paixão pelo esporte são os segredos do primeiro adversário do Brasil na Olimpíada.

– É uma escola tradicional, russa, e eles têm uma cultura do esporte lá, que nem a gente tem do futebol aqui. O garoto desde cedo aprende a gostar – contou Marcelinho.

– Não tem nenhum segredo, os Estados Unidos são os melhores do mundo porque têm a melhor base do mundo. O que a Lituânia consegue fazer não em um país tão rico em termos de potencial humano como o Brasil, e eles conseguem fazer uma base muito forte – completou.

O caminho das pedras para o Brasil se igualar à Lituânia foi dado por Marcelinho: paciência em quadra e investimento na base fora dela.

Bate-bola exclusivo com Marcelinho Machado:

Como foi jogar na Lituânia?
É um jogo diferente, mais cadenciado. Aqui no Brasil temos a velocidade como principal característica, enquanto eles têm um jogo mais cadenciado.

O que o Brasil precisa fazer para conseguir vencê-los?
O basquete mostra que onde o jogo é mais estudado, melhor são os resultados. E isso tem um porquê. Creio que a Europa está mais avançada nisso. Não acho que a gente tenha que fugir da nossa característica, mas sim se adaptar ao que o basquete de alto nível pede.