Vila Olímpica

Vila Olímpica está operacional, segundo a Rio-2016 (Foto: Roberto Castro/ME/Brasil2016)

Marcelo Laguna
28/07/2016
19:25
Enviado especial ao Rio de Janeiro (RJ)

Ponto mais polêmico na reta final para os Jogos Olímpicos Rio-2016, a Vila dos Atletas foi oficialmente entregue às delegações no final da tarde de ontem. O diretor-executivo de operações do Comitê Rio-2016, Rodrigo Tostes, anunciou em coletiva na Zona Internacional que a Vila está completamente operacional e pronta para receber todas as 206 delegações que irão participar da Olimpíada.

– Tivemos problemas pequenos dentro dos apartamentos, como vazamento, entupimentos, energia. Nunca minimizamos estes problemas e atuamos para resolver todos eles. O objetivo era hoje (ontem) estarmos entregando a Vila pronta para os atletas - disse Tostes.

Alvo de duras críticas por parte de várias delegações, especialmente da Austrália, que chegou a impedir a entrada de seus atletas alegando falta de segurança para ficar nos apartamentos no domingo, a Vila já conta até com admiradores, como o presidente do COI, Thomas Bach.

– O presidente veio aqui mais cedo, inspecionou os quartos, tanto os que já estavam prontos como aqueles que entregaríamos no dia seguinte e a resposta que ele me deu é que foi a melhor Vila que ele já teve. Isso pra gente é o suficiente.

Ainda assim, existem apartamentos que precisarão de manutenção ao longo de toda a permanência dos atletas, o que para Tostes é perfeitamente normal.

– Os problemas pontuais vão ser corrigidos da maneira que estava planejado, com a nossa equipe de manutenção - afirmou.

Irregularidades trabalhistas

Rodrigo Tostes comentou a denúncia de irregularidades feita pelo Ministério do Trabalho, que após uma inspeção realizada na quarta-feira apontou problemas na contratação de trabalhadores temporários, que poderiam render multas ao comitê dos Jogos em até R$ 315 mil.

– Entregamos os documentos que nos foram pedidos, os que não estavam aqui serão entregues o mais rápido possível e tudo será esclarecido pelo comitê e pelas empresas que contrataram estes trabalhadores. Agora, as empresas precisam esclarecer os pontos apontados pelo Ministério, se tiver irregularidade vamos resolver. Mas com certeza não houve turno de trabalho com mais de dez horas aqui.