Maratona Aquática - Poliana Okimoto

Poliana Okimoto deu a primeira medalha ao Brasil na maratona aquática (Foto: Marcos de Paula/AGIF/Lancepress!)

Jonas Moura
16/08/2016
08:05
Rio de Janeiro (RJ)

O bronze conquistado por Poliana Okimoto na prova de 10km da maratona aquática, na segunda-feira, deu novo ânimo aos dirigentes do esporte olímpico nacional. Horas depois, a prata de Arthur Zanetti impulsionou o sentimento. O dia terminou ainda mais alegre com o ouro de Thiago Braz no salto com vara. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) observa os acontecimentos e mantém a expectativa de terminar os Jogos Rio-2016 no top-10, mas evita análises.

Mais importante do que a meta agora é a certeza da consolidação do Brasil em modalidades que foram colocadas no radar da entidade durante a preparação, caso do esporte de Poliana. É o que explica a gerente de Performance Esportiva do Comitê, a ex-jogadora de vôlei de praia Adriana Behar.

Embora as maiores expectativas de pódio em Copacabana fossem sobre Ana Marcela Cunha, 10ª colocada, o feito de Okimoto, de 33 anos, garantiu o cumprimento de um objetivo importante.

– É uma conquista nossa, pois a maratona aquática apresentou resultados consistentes nos últimos anos. Sabíamos que tínhamos boas chances de medalha, tanto com a Poliana quanto com a Ana Marcela – disse ao L! Behar, que vibrou muito com a conquista da atleta em Copacabana.

– Prova que já temos reconhecimento internacional. Não só em Copas do Mundo, mas agora nos Jogos. O Brasil vem se mantendo nesta posição. Foi mais uma oportunidade de nos firmamos.

A ex-atleta minimizou a falta de medalhas do Brasil na natação. Com Poliana, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) já evitou um vexame completo. Nenhum brasileiro subiu no pódio no Estádio Aquático. O polo aquático ainda tentará uma medalha.

– São competições totalmente diferentes, cada uma dentro da sua especificidade e de sua preparação – afirmou.

A expectativa é de bons resultados para o Brasil nesta semana, quando modalidades importantes no radar do COB, como vôlei, vôlei de praia e canoagem velocidade, distribuirão medalhas. Por enquanto, Behar segue a linha dos colegas da entidade e não faz qualquer avaliação geral.

– Nossa avaliação só será feita no final. Muitas competições estão em andamento. Durante os eventos, não vale a pena para nós fazer qualquer tipo de balanço – concluiu a dirigente.

O Brasil terminou a segunda-feira na 16ª posição no quadro de medalhas, com dois ouros, três pratas e quatro bronzes.