Marcus Vinícius Freire participa de reunião do CNE (Foto: Roberto Castro/ME)

Marcus Vinícius Freire é diretor executivo de esportes do COB (Foto: Roberto Castro/ME)

Rafael Valesi
03/08/2016
07:20
Rio de Janeiro (RJ)

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) também se pronunciou a respeito das acusações do médico português Luis Horta. Na última segunda-feira, por meio de nota oficial enviada pela assessoria do comitê, Marcus Vinicius Freire, diretor executivo de esportes, disse que uma das principais queixas do comitê era sobre a rigidez da ABCD na gestão do programa Whereabout. Atletas que não são encontrados para testes surpresa três vezes no espaço de um ano são punidos da mesma forma como se tivessem dado positivo em um exame antidoping.

– Antes de mais nada é preciso explicar que quando a equipe de teste comparece ao endereço indicado e o atleta não está lá, significa um teste perdido. Se isso acontecer três vezes, é quase tão grave quanto um exame positivo. Na prática, caso a equipe procure o atleta quatro vezes e não o encontre em três dessas ocasiões, significa 75% de ausências. Se procura 30 vezes e não o encontra três, o percentual é de 10%. Para a WADA, no entanto, a gravidade é a mesma e o atleta poderá ser suspenso. A ABCD, para mostrar serviço e treinar seu pessoal, decidiu multiplicar os exames e testar à exaustão nossos atletas. Obviamente, a chance desses atletas incidirem em faltas, e serem suspensos por isso, mesmo estando totalmente limpos, aumentou consideravelmente”, criticou Marcus Vinicius Freire.

O diretor do COB também disse que a grande quantidade de exames nos atletas brasileiros vinha atrapalhando a preparação dos mesmos para a Olimpíada do Rio.

– Os exames quase diários, trazem evidente prejuízo para a continuidade do treinamento. Essa a divergência do COB com a ABCD. Jamais protegemos atletas para acobertar o uso de substâncias proibidas – completou Freire.