Cigano e Anthony Joshua

Cigano ao lado de Anthony Joshua em treino na orla do Leblon, no Rio (Foto:Gonçalo Luiz)

RADAR/LANCE!
14/08/2016
12:22
Rio de Janeiro (RJ)

Ex-campeão do UFC entre os pesos pesados, Junior Cigano esteve neste domingo, na Praia do Leblon, no Rio. Ele participou de uma sessão de treinos ao lado do boxeador inglês Anthony Joshua, campeão olímpico em Londres 2012, também entre os pesados. Ao Lance!, Cigano fez uma análise das chances brasileiras no boxe olímpico e elogiou, principalmente, o peso ligeiro (até 60 kg) Róbson Conceição, que já garantiu uma medalha para o Brasil após passar às semifinais de sua categoria. Mas para o lutador de MMA, isso é só o começo. Cigano crê que Conceição tem tudo para garantir o ouro nos Jogos.

- O Róbson tem trazido os melhores resultados pro Brasil nos últimos anos. Ele é um cara muito dedicado e não é à toa que ele está ali. Eu acredito muito mesmo que ele vai ser ouro. Hoje ele tem o maior desafio, que é o Lazaro Álvarez, cubano, duríssimo, de quem ele já ganhou em 2015 e perdeu em 2013 no Mundial. Então, vai ser o tira-teima - comentou Cigano.

Além de Róbson, o Brasil tem nos ringues outros pugilistas ainda em busca do ouro nos Jogos do Rio 2016. E Junior dos Santos acredita que a medalha não virá apenas com Conceição.

- Estou muito feliz em ver não só ele, mas também o Michel Borges (81 kg), o "Tchutchuco do Vidigal", que vai lutar hoje contra outro cubano, Julio La Cruz, duríssimo. E se ele passar, já garante medalha, na primeira olimpíada dele. Então ele tá muito de parabéns. Tem o Robenilson de Jesus (56 kg) também, na terceira Olimpíada, indo muito bem. A estreia da Andreia Bandeira e o Joedison Teixeira fazendo oitavas de final também. O time tá com uma energia muito boa e acho que a gente ainda vai celebrar muitas medalhas aí - concluiu Cigano.

O treino de hoje faz parte da recuperação de Junior Cigano. Ele vem de uma cirurgia no ombro e só deve retornar ao octógono em dezembro deste ano. O adversário ainda não foi definido e o brasileiro fez questão de não apontar nenhum oponente especial a quem gostaria de enfrentar.