Daniel Bortoletto
12/08/2016
00:38
Rio de Janeiro

A primeira derrota da Seleção Brasileira masculina de vôlei na Rio-2016 foi duplamente doída. Além de perder a chance de avançar antecipadamente para as quartas de final, o Brasil ainda ressuscitou um adversário que respirava por aparelhos. Com o triunfo por 3 sets a 1 (25-20, 25-23, 20-25 e 25-20), os Estados Unidos embolaram a disputa pelas vagas no Grupo A.


Com mais duas rodadas pela frente, a liderança é da Itália, com nove pontos (três vitórias). França e Brasil somam seis (dois triunfos e uma derrota), seguidos pelos americanos e os canadenses, com três pontos. Um cenário de equilíbrio esperado pelo nível técnico das seleções. Mas também um pouco preocupante, lembrando sempre que são quatro vagas em disputa.

O Brasil jogará no sábado contra a Azzurra e dois dias depois contra os franceses. Duas pedreiras, que impedem qualquer prognóstico sobre a classificação final desta chave. Uma das poucas certezas que tenho é que Canadá e EUA chegarão aos seis pontos, no mínimo, já que ainda terão o México como adversário. E isso também pressiona os demais candidatos às quartas.

Adversários à parte, a Seleção precisa refletir sobre os erros da última partida. Com Lucarelli e Maurício Borges sofrendo bastante com o saque, Bruninho ficou sem poder jogar com os centrais em vários momentos. Quando pôde acionar Lucão e Eder o aproveitamento no ataque chegou perto da perfeição. É uma arma que o Brasil não pode abrir mão em jogos deste nível. Wallace teve bons números, melhores do que a partida anterior com o Canadá, inclusive.

O saque brasileiro também oscilou demais. E sem pressionar a recepção americana a vida de Christenson foi facilitada. O levantador merece parte do crédito dos 23 pontos no ataque de Anderson e dos 17 de Russell.

Lições aprendidas, o Brasil só não pode mudar um aspecto daqui para frente: o espírito de luta. Como na técnica estava difícil, o time tentou vencer na raça, buscando bolas improváveis na defesa, protagonizando longos rallies e cortando uma boa diferença de pontos  no quarto set. Não foi suficiente para vencer, mas luta não faltou.