Rio 2016 - Vôlei - Brasil x Itália

Lucão no ataque de meio (Foto: Paulo Sérgio/Lancepress!)

Daniel Bortoletto
14/08/2016
00:33
Rio de Janeiro

Separem as calculadoras para a rodada final do torneio olímpico masculino de vôlei, na segunda-feira. Os resultados desta quinta embolaram a disputa pelas vagas do Grupo A para as quartas de final.

Com a derrota para a Itália por 3 a 1 (25-23, 23-25, 25-22 e 25-15), o Brasil segue com seis pontos, agora empatado com França, Estados Unidos e Canadá. Dos quatro, um vai ficar fora da briga por medalhas. Eu diria que uma das vagas ficará com os americanos, que terão pela frente o limitadíssimo México. Desta forma, sobram três por duas vagas. E aí existe espaço até para teoria da conspiração. Classificada e garantida como primeira colocada com 12 pontos, a Azzurra poderia "não se esforçar" no confronto com os canadenses, que avançariam com um triunfo. Sobraria então o confronto direto entre brasileiros e franceses, às 22h35, fechando a rodada, com o vencedor avançando e o perdedor sendo eliminado.

Neste cenário não custa lembrar do polêmico Brasil x Bulgária, no Mundial de 2010, na Itália. Com Marlon doente e Bruninho gripado, o Brasil jogou com o oposto Theo como levantador e logicamente perdeu. Os italianos chamaram a situação de marmelada, já que a derrota deu um caminho mais tranquilo para a Seleção no restante da competição. No fim, o Brasil foi campeão, mas até hoje a polêmica persiste.

Situação da Azzurra à parte, a derrota transforma o jogo entre brasileiros e franceses numa autêntica final. E a pressão logicamente será muito maior para os donos da casa. Perguntei ao técnico americano John Speraw sobre tal possibilidade. E a resposta dele resume bem a situação:

- Não vá para Las Vegas com dinheiro para apostar neste jogo, pois acredito que é impossível fazer uma previsão certa.

No retrospecto recente, o Brasil venceu a França nos dois jogos válidos pela Liga Mundial de 2016. Mas perdeu, no mesmo Maracanãzinho, na Liga do ano passado, ficando fora das semifinais.

Durante a derrota para a Itália, a torcida tentou, em alguns momentos, incentivar o time ao gritar "Eu acredito!". É preciso seguir acreditando mesmo, mas o time precisa ajudar dentro de quadra.