Floyd Mayweather comemora sua vitória contra o mexicano Alvarez em 2013

Multicampeão, Floyd Mayweather Jr. é dono de um bronze em Atlanta-1996 (Foto: Al Bello/Getty Images/AFP)

LANCE!
01/06/2016
14:37
São Paulo (SP)

Pela primeira vez na história, uma Olimpíada contará com pugilistas profissionais. A Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba) aprovou nesta quarta-feira, em um congresso em Lausanne (SUI), a participação de boxeadores que já atingiram o profissionalismo no Rio de Janeiro.

Até então, apenas amadores poderia disputar os Jogos. Dentre eles, alguns dos casos mais famosos são dos americanos Muhammad Ali, George Foreman, Joe Frazier e Floyd Mayweather Jr., do ucraniano Wladimir Klitschko e do britânico Lennox Lewis.

- Esta é uma ocasião importante para Aiba, o boxe olímpico e nosso esporte como um todo, e representa mais um grande salto na evolução do boxe. Este movimento irá garantir o empoderamento das Federações Nacionais e melhorar todas as competições futuras, incluindo os Jogos Olímpicos - declarou o presidente da Aiba, Ching-Kuo Wu.

A decisão de permitir profissionais na Olimpíada recebeu diversas críticas de ex-boxeadores, como Mike Tyson, que classificou a escolha como "ridícula", "estúpida" e "uma forma de monetizar o boxe olímpico". Outros ex-atletas também não se mostraram satisfeitos com a decisão, em vista da diferença de nível entre os amadores e os profissionais.

- Nossa missão é continuar a tomar decisões corajosas no melhor interesse de nossos pugilistas e para o bem para o esporte - completou o mandatário da entidade, cuja decisão contou com 95% de aprovação dos delegados presentes.

Como um profissional não poderia disputar a Olimpíada, alguns dos maiores pugilistas da história nunca deixaram o nível de amadorismo, como é o caso dos pesos pesados cubanos Teófilo Stevenson e Félix Savón, tricampeões olímpicos.

Ainda assim, os boxeadores mais famosos possivelmente não farão parte da disputa da Olimpíada no Rio. Isso porque a maioria das seletivas já aconteceu, e a última, na Venezuela, acontece em uma data muito próxima à decisão da Aiba, entre 3 e 8 de julho.