Ginástica - Arthur Zanetti

Arthur Zanetti é um dos atletas militares a ganhar medalha nos Jogos do Rio (Foto: Ari Ferreira/Lancepress!)

Gonçalo Luiz
20/08/2016
18:10
Rio de Janeiro (RJ)

O Ministério de Estado da Defesa divulgou, na tarde deste sábado, um balanço da participação dos atletas militares da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. E o resultado mostra que o melhor desempenho olímpico do Brasil na história tem forte participação de esportistas do Exército, Marinha e Aeronáutica. Os competidores filiados às Forças Armadas representam 30% de toda a delegação nacional e conquistaram, até este sábado, 12 medalhas, sendo três de ouro.

Os números superam, em muito, a meta estabelecida antes dos Jogos. A ideia era classificar 100 atletas e ganhar 10 pódios. Nos Jogos do Rio, os militares são 145 dos atletas da missão brasileira e, até este sábado, já colocaram no peito o dobro de medalhas conquistadas em Londres 2012 por atletas das Forças Armadas.

A boa participação dos competidores militares é reflexo da ampliação do investimento governamental no esporte no último ciclo olímpico. Em coletiva também neste sábado, o ginasta Diego Hypólito elogiou o apoio recebido pelos atletas brasileiros em geral durante a preparação para os Jogos do Rio. Colegas de Diego, como Arthur Zanetti e Arhtur Nory Mariano, ambos medalhistas no Rio, recebem além de bolsa do governo federal através do Ministério do Esporte, o apoio do PAAR - Programa de Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa. Através deste projeto, Zanetti, Nory e os outros 143 atletas olímpicos abarcados pelo programa recebem educação militar básica e soldo de sargento, além de poderem contar com toda a estrutura das Forças Armadas Brasileiras.

Esses atletas são apenas parte dos 670 que, ao todo, recebem o suporte do PAAR. Mas apenas 76 deles são militares de carreira. A grande maioria é recrutada a partir de indicações das federações dos 35 esportes inclusos no projeto. Para entrarem nas Forças Armadas, porém, eles têm de participar de um edital nos moldes de um concurso público, em que precisam cumprir alguns requisitos esportivos.

O objetivo do programa, além de desenvolver o potencial esportivo brasileiro, é criar um intercâmbio com os esportistas para tornar mais eficiente a capacitação física dos combatentes brasileiros em geral, além de fortalecer a participação brasileira nas competições militares, como os Jogos Mundiais Militares, cuja última edição ocorreu em 2015. Naquela competição, o Brasil terminou com 85 medalhas, na segunda colocação geral do quadro.