Equipe de refugiados

Equipe de refugiados que disputarão nos Jogos do Rio  (Foto: ACNUR)

RADAR/LANCE!
28/07/2016
16:44
Rio de Janeiro (RJ)

Cinco dos dez integrantes que compõem a Equipe Olímpica de Atletas Refugiados desembarcam no Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira. Os atletas - duas mulheres e três homens -, são refugiados do Sudão do Sul que vivem no Quênia. Eles disputarão diferentes modalidades de corrida nas competições de atletismo nos jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. 

As refugiadas Anjelina Nada Lohalith (1.500 metros) e Rose Nathike Lokonyen (800 metros) e seus compatriotas Yiech Pur Biel (800 metros), James Nyang Chiengjiek (400 metros) e Paulo Amotun Lokoro (1.500 metros) vivem no campo de refugiados de Kakuma (Quênia). Recentemente, estiveram na capital do país, Nairóbi, em sessões de treinamento e de preparação para os Jogos Olímpicos.

Eles se juntarão a outros cinco refugiados para formar a primeira Equipe Olímpica de Atletas Refugiados da história. Também desembarca com os atletas a queniana Tegla Chepkite Loroupe, presidente da fundação que leva seu nome e que oferece programas de apoio a atletas refugiados.

Criada pelo Comitê Olímpico Internacional e apoiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Equipe Olímpica de Atletas Refugiados é um símbolo de esperança para todas as vítimas de guerras e conflitos ao redor do mundo, que muitas vezes não têm a oportunidade de representar seus países ou mesmo de praticar qualquer tipo de atividade esportiva.

Ainda, os demais integrantes da equipe são: o sírio Ramis Anis (natação, 100 metros borboleta); o etíope Yonas Kinde (maratona); a síria Yusra Mardini (100 metros livres e 100 metros borboleta); a congolesa Yolande Mabika (judô, peso médio); e o congolês Popole Misenga (judô, peso médio).

Todos eles deixaram seus países por conta de guerras e encontraram refúgio em nações como Alemanha, Brasil, Bélgica, Luxemburgo e Quênia. Os dois judocas da equipe vivem no Rio de Janeiro. Até agora, apenas o maratonista etíope Yonas Kinde ainda não chegou ao Brasil.

A participação de refugiados nas Olimpíadas representa um marco fundamental na parceria de longa data entre o ACNUR e o COI. Esta relação, que já se estende há 20 anos, promove o desenvolvimento e o bem-estar dos refugiados no mundo todo, em particular das crianças. Por meio de projetos conjuntos, o ACNUR e o COI apoiam programas para a juventude e atividades desportivas em pelo menos 20 países, reformado quadras poliesportivas em vários campos de refugiados e doando kits esportivos para jovens refugiados.