Rosângela Santos

A velocista Rosângela Santos comemora a classificação para a semifinal dos 100 m rasos no Engenhão (Foto: OLIVIER MORIN / AFP)

Marcelo Laguna
13/08/2016
00:48
Enviado especial ao Rio de Janeiro

No começo desta semana, Rosângela Santos temeu que não pudesse sequer participar da Olimpíada Rio-2016. Uma incômoda dor na coxa, sentida na última terça-feira, acendeu o sinal de alerta. Após ser avaliada pelos médicos e liberada para competir, ela se concentrou em cumprir seu primeiro objetivo nos Jogos, o de se classificar para a semifinal dos 100 m rasos. O segundo lugar obtido nesta sexta-feira lhe deu a sensação de dever cumprido.

- Foi um susto, achei que não estaria aqui hoje. Mas depois de fazer um exame de imagem, o médico constatou que era uma inflamação apenas e disse que eu poderia competir tranquila. Me concentrei na minha prova e foi ótimo. Tirei todos os pesos possíveis das minhas costas - afirmou a velocista, que avançou com o segundo tempo de sua série (11s25), 14º no geral. 

Na semifinal deste sábado, marcada para começar às 21h, a brasileira não terá vida fácil. Ela irá correr na segunda série, a mesma que tem a jamaicana Shelley-Ann Fraser e a holandesa Dafne Schippers. Avançarão para a final as duas primeiras de cada uma das três baterias, além das duas mais rápidas.

- A minha prioridade é o revezamento, mas agora poderei fazer a minha prova tranquila. Mas se passar para a final, vai ter samba, funck e até volta olímpica - prometeu a velocista brasileira, que na eliminatória também atuou como uma espécie de "educadora do público", ao pedir silêncio para os torcedores antes da largada de sua bateria.

- Estava complicado para escutar o tiro de largada e por isso pedi silêncio para a torcida. Amanhã (sábado), vou fazer a mesma coisa pelas minhas redes sociais, para lembrar a galera que na hora da largada é preciso fazer silêncio - explicou Rosângela, que confirmou sua ausência nos 200 m.