Luis Fernando Coutinho
13/08/2016
07:55
Rio de Janeiro (RJ)

Depois da eliminação na luta de estreia no boxe feminino da Rio-2016, Adriana Araújo fez coro ao movimento que aponta uma manipulação nos resultados da competição, ou, ao menos, uma "arbitragem tendenciosa". A brasileira reclamou e discordou do revés sofrido para a lutadora Mira Potkonen, representante da Finlândia.

Após o confronto, a lutadora questionou o método de pontuação dos árbitros e declarou que se surpreendeu com o resultado negativo.

- Achei que meus golpes foram mais contundentes. Ela golpeou, mas meus golpes foram mais duros. Os árbitros são totalmente da Europa (na luta de Adriana, eram da Ásia). Ou tinha que nocautear ou usar o vigor físico para vencer. Eu ganhei a luta por 3 a 1. Não sei que fórmula o árbitro usou para ver essa pontuação. Nem ela esperava esse resultado. Eu e meu córner achamos que eu estava bem, golpeando, encaixando diretos e cruzados - explicou a lutadora, que conquistou a medalha de bronze em Londres-2012. 

Alertada que os juízes de sua luta eram asiáticos, Adriana então apontou outra luta como argumento e deixou no ar a ideia de arbitragem tendenciosa.

- Infelizmente, a Ásia também não vai "puxar" para a América, vai puxar para a Europa. Isso é fato. Esses países mais cotados são bem mais vistos por esses árbitros - acusou.

Adriana foi derrotada na decisão dos juízes contra Mira Potkonen (FIN) e acabou eliminada da Rio-2016 na primeira luta.