Luis Fernando Coutinho
14/08/2016
17:26
Rio de Janeiro (RJ)

Mais uma atleta aparece como candidata a conquistar uma medalha no boxe da Rio-2016 para o Brasil. Neste domingo, Andreia Bandeira venceu a panamenha Atheyna Bylon por decisão dividida e agora está a uma vitória de garantir a medalha de bronze na competição - o torneio feminino é mais curto do que o dos homens. O triunfo, apesar de comemorado pelo público tupiniquim presente na arena, pode ser considerado polêmico após o desempenho visto no ringue.


Diante de uma rival de envergadura maior, a  brasileira encontrou dificuldades para se encontrar no combate. Sempre buscando encurtar a distância com golpes laterais, Andreia teve o apoio do público para conectar bons ataques, mas sua rival teve um volume maior de jogo e efetividade.

- Bolamos uma estratégia, um pouco deu certo, e pudemos fazer um bom resultado. Não importa como foi. O importante é ter o braço erguido. A decisão é deles (juízes). Eu busquei do terceiro (round) pra frente. Fui com o coração mesmo. Sempre temos o que melhorar. Cada luta é uma luta. Agora vem uma chinesa, vou estudar e fazer um trabalho para ela. A ansiedade da primeira luta já foi. Vamos seguir em frente. Se Deus quiser vou fazer minha história aqui em casa. Para o boxe e pra mim será muito importante (uma medalha) - declarou a brasileira, logo após o combate. 

Aos 29 anos, Andreia pode garantir a medalha de bronze se passar da próxima luta. Ela encara a chinesa Qian Li na próxima quarta-feira, às 15h.

A LUTA

O primeiro round se iniciou em ritmo lento. A brasileira, com menor envergadura, atacava após buscar a esquiva. A rival panamenha trabalhou na distância e acertou bons golpes. Andreia andou mais para frente, mas não impôs uma efetividade na etapa. No segundo assalto, mais "afoita", Andreia começou sofrendo golpes fortes durante suas entradas e não conseguiu achar a distância para acertar a rival, que controlou as ações durante boa parte do tempo.  Na terceira e quarta etapas, Andreia partiu para o tudo ou nada, acertou bons golpes, levantou o público, mas não manteve a consistência para garantir um triunfo dominante. Mesmo assim os juízes da luta entenderam que a brasileira mereceu o triunfo na decisão dividida.