Jonas Moura
10/08/2016
16:18
Rio de Janeiro (RJ)

Guerreiro, Alison conseguiu superar uma torção no tornozelo direito para classificar o Brasil, ao lado de Bruno Schmidt, às oitavas de final dos Jogos Olímpicos Rio-2016. A dupla tirou a invencibilidade dos italianos Ranghieri e Carambula com triunfo por 2 a 0, parciais de 21-19 e 21-16, em Copacabana.

Alison se lesionou no primeiro set, quando o placar estava 8 a 8. No momento, tentava um bloqueio sobre Carambula, que colocou a bola no chão. Mas pisou no pé do rival e caiu de mau jeito. O brasileiro precisou de atendimento médico, mas voltou à quada após cinco minutos.

- Pisei no pé dele quando caí. No voleibol, temos o costume de soltar o corpo quando percebemos que o pé vai virar. Acho que se eu tivesse me sustentado, seria pior. Foi muito difícil jogar. Mas os médicos e o Bruno me deixaram tranquilos. Acontece. Não tem como não voltar para a quadra com uma torcida dessas - disse Alison, que elogiou a postura de Bruno.

- Ele jogou demais. Mostrou que é o melhor do mundo. Carregou  o time nas costas. É diferenciado e merece estar aonde está - falou.

A dupla terminou a primeira fase com duas vitórias e uma derrota, mas garantiu a primeira posição no Grupo A. Os austríacos Doppler e Horst e os canadenses Schalk e Saxton se enfrentam nesta madrugada para a definição da chave. Enquanto isso, Alison seguirá o tratamento na Vila Olímpica.

-- Ele vai para a Vila, onde há capacidade de avaliação, com exames de imagem. Já foi medicado e imobilizado, pois é procedimento para trauma. Não temos diagnóstico ainda - disse o chefe médico do Time Brasil, Dr. Roberto Nahin.

- Normalmente, quando a lesão é mais grave, o jogador não consegue voltar. Mas não consigo garantir nada sem os exames. Pode ser Raio X ou ressonância. Iremos avaliar. Já começamos a aplicar gelo e ele poderá fazer fisioterapia.

Em certo momento, a vontade de Alison foi tão grande que o atleta soltou um grito de "Aqui, não" ao bloquear o ataque de Ranghieri. Ele disse não ter gostado das provocações dos oponentes.

- Ranghieri gosta de provocar. Ele me perguntou no final do primeiro set se a bola havia batido no meu bloqueio Eu disse que não, e ele se incomodou. 'Aqui não' foi porque a torcida não merece ser desrespeitada - disse Alison