canindé vazio, portuguesa

Portuguesa jogará nesta terça-feira com os portões fechados (foto:Rodrigo Gazzanel/Futura Press)

Melissa Gargalis
26/04/2016
08:15
São Paulo (SP)

Diante do vazio e silencioso Estádio do Canindé, a Portuguesa aposta suas últimas fichas para permanecer viva na Copa do Brasil. A Lusa recebe nesta terça-feira, às 21h30, o Parnahyba-PI. Após perder a primeira partida por 2 a 1, em 13 de abril, a equipe jogará com os portões fechados por conta de uma penalidade pela confusão com o Vila Nova-GO, nas quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro do ano passado. Para a Lusa, só resta a vitória por 1 a 0 ou com dois ou mais gols de diferença. Caso, o placar de 2 a 1 se repita, haverá a disputa de pênaltis.

Difícil será manter o foco no jogo. Depois da denúncia dos jogadores no Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (SAPESP), na última semana, o zagueiro do time, Luan Peres, disse ao LANCE!, que o elenco não sabe de quem cobrar os salários atrasados:

– Estamos com os salários atrasados. Até agora ninguém foi no CT dar as caras para falar sobre os pagamentos e o planejamento para a Série C. Não tem nem a quem cobrar, mas alguém tem que assumir as responsabilidades – afirmou.

O volante Renan, desligado definitivamente do clube após ter sido visto
na arquibancada do Morumbi torcendo pelo São Paulo, em jogo da
Copa Libertadores, também alegou que a Portuguesa ainda não
acertou seu pagamento:

– São cinco meses de direitos de imagem e um mês de salário. Teve
uma proposta, mas eu recusei. Nos últimos dias, estou tentando falar
com o presidente (interino, Leandro Teixeira Duarte), mas não consigo. Se não me pagarem, vou buscar os meios legais para conseguir receber tudo o que me devem – disse.

O Sindicato, por sua vez, denunciou no Tribunal de Justiça Desportivo. Se o pagamento acontecer, a Lusa não terá nenhuma punição. Caso contrário, sofrerá a perda de quatro pontos na A2 do Paulista e passará por um novo rebaixamento.

Sem presidente, já que Jorge Manuel Marques Gonçalves renunciou o cargo em 30 de março, os atletas aguardam pelos próximos passos da administração do clube. De acordo com o presidente interino, Leandro Teixeira Duarte, a Portuguesa só irá se pronunciar no Tribunal.

- O clube irá se manifestar somente no Tribunal de Justiça Desportivo. O ideal é que tenhamos o processo conduzido sem nenhuma interferência externa para não prejudicar o clube - afirmou o também Presidente do Deliberativo, ao LANCE!