Ronaldo participa da abertura do BSOP Millions, ao lado de Mojave e Akkari (Foto: Eduardo Lucizano)

Ronaldo participa da abertura do BSOP Millions, ao lado de Mojave e Akkari (Foto: Eduardo Lucizano)

Eduardo Lucizano
26/11/2015
13:30
São Paulo (SP)

Não é sempre que ouvimos Ronaldo Fenômeno falar publicamente que se sente ansioso e nervoso. Bicampeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994 e 2002, o ex-jogador agora possui várias facetas, de empresário a embaixador de pôquer.

Adepto do chamado 'esporte da mente', ele tem participado cada vez mais de competições oficiais de pôquer. Recentemente esteve em Macau, Moscou e nas Bahamas para divulgar o esporte e sentir a adrenalina de uma mesa de cartas.

- Fui para a Rússia jogar e trabalhar a imagem do pôquer, que era recriminado pela maneira que se jogava antigamente, e na China foi incrível, joguei e venci um torneio de celebridades, mas depois perdi algumas mãos e fui eliminado.
A já citada agenda do Fenômeno, no entanto, não permite que o ex-craque se envolva ainda mais no jogo.

- Gostaria de participar mais vezes da vida do pôquer, que é fascinante, mas tenho outros compromissos. Tenho talento, estou estudando.
Um desses compromissos aconteceu no último domingo, quando ele assistiu à vitória do Corinthians por 6 a 1 sobre o São Paulo. Ronaldo participou da festa e revela que sentiu campeão.

- Vibrei em todos os gols, me senti campeão. Vi aquela alegria, o estádio lotado. Quando cheguei, não tinha CT, nem estádio. Ver aquilo acontecendo foi emocionante, me senti parte do elenco.
Todo o nervosismo que os corintianos sentiram antes da conquista Ronaldo sente agora nas mesas de pôquer mundo afora. Ele vê, inclusive, semelhanças entre os dois esportes.

- Futebol e pôquer são semelhantes, me emociono bastante. Nas Bahamas, eu ficava nervoso em mesas de TV, as mão tremiam igual em final de campeonato. Não tenho a mesma confiança que eu tinha quando jogava futebol, mas vivo surpresas boas, isso é espetacular
Além das surpresas e do nervosismo, o Fenômeno conta que não enxerga limites para o crescimento do pôquer no Brasil e no mundo.

- Hoje o pôquer ocupa um lugar importante na minha vida. A possibilidade de crescimento é incrível. Não consigo visualizar um limite, são muitos praticantes novos por ano, viajando e jogando.

Se não é capaz de ver um limite em seu novo esporte, Ronaldo não pode dizer o mesmo quando o assunto é Seleção Brasileira. Apesar de não ter visto os últimos dois jogos, ele faz críticas.

- O Brasil está devendo e muito. É evidente que vive um momento difícil. A esperança era grande na Copa do Mundo e na Copa América, mas o nível foi baixo, aquém do esperado. Vamos observar a evolução.