Fellipe Lucena e Thiago Ferri
17/03/2016
08:00
São Paulo (SP)

Nas três edições de Libertadores que disputou como técnico, Cuca coleciona jogos “emblemáticos”. Nesta quinta-feira, às 21h45, ele estreia no Palmeiras já precisando aumentar esta lista, contra o Nacional, no Uruguai, para não ver o time se complicar na competição.

Ao ser apresentado, o treinador disse que não poderia pensar em outro resultado além de um triunfo no Parque Central, contra o líder da chave e que bateu o Verdão semana passada, no Allianz Parque.

Na Libertadores conquistada com o Atlético-MG em 2013, Cuca diz que o 5 a 2 no Arsenal (ARG), fora de casa na segunda rodada da fase de grupos, foi decisivo para a sequência da equipe no torneio. Nesta noite, ele espera uma história parecida.

– Existem jogos dentro das competições, principalmente as de mata-mata, que são emblemáticos, que te conduzem à auto-confiança. No Atlético, do jogo na Argentina em diante, o time pegou confiança para ser campeão. Quem sabe na quinta a gente não faça um jogo emblemático e saia com muita força – disse o treinador do Verdão.

No São Paulo e Cruzeiro, embora não tenha levado a taça, Cuca também teve jogos que marcaram (leia mais abaixo). Mas foi a campanha no Galo que lhe consagrou. A cena em que Cuca desaba no gramado quando o time passou pelo Newell‘s (ARG) e foi à final é o emblema da sofrida e vitoriosa campanha atleticana daquele ano.

No Palmeiras, o comandante já chegou sabendo que um tropeço no Uruguai pode deixar muito ameaçada a classificação à segunda fase da Libertadores. Mas, assim como Cuca, o Verdão tem jogos emblemáticos em sua história na Copa.

Os Dérbis em 1999 e 2000, os jogos contra o Deportivo Cáli (COL) na campanha do título, ou contra Colo-Colo (CHI) e Sport, em 2009, mostram que o Palmeiras também sabe vencer sofrido na Libertadores, assim como o seu novo chefe. Após 24 anos, Verdão e Cuca se reencontram para conseguir o que faltou em 1992: o título. E a Libertadores, como canta a torcida alviverde, é a grande obsessão palmeirense.

Cuca durante apresentação do Palmeiras (Foto: Bruno Uliana/Raw Image/LANCE!Press)
Cuca em sua chegada (Foto: Bruno Uliana/Raw Image/LANCE!Press)


CUCA ÉPICO

São Paulo - 2004: Cuca deu bolada em Fossati e foi expulso no intervalo da importante vitória sobre a LDU. Nas oitavas, contra o Rosario, deixou o time no campo no intervalo e avançou.

Cruzeiro - 2011: Raposa caiu nas oitavas diante do Once Caldas, mas fez primeira fase brilhante, com direito a goleadas sobre o Estudiantes, algoz do clube em 2009, por 3 a 0 e por 5 a 0.

Galo - 2013: Campanha do título começou com vitória sobre o São Paulo, com o “golpe da água” de Ronaldinho em Ceni. Técnico aponta goleada por 5 a 2 sobre o Arsenal como emblemático.

Mata-matas do Galo foram épicos: Duas vitórias sobre o São Paulo, defesa histórica de Victor em pênalti no último lance contra o Tijuana e triunfos nos pênaltis contra Newell's e Olímpia. Sai, zica!