Ana Canhedo e Thiago Ferri
30/08/2016
07:30
São Paulo (SP)

Nos próximos 18 dias, o líder Palmeiras viverá aquela que todos colocam como a sequência mais complicada no Brasileirão. Neste período, enfrentará três rivais diretos pelo topo – Grêmio, Flamengo e Corinthians – além do clássico contra o São Paulo, na quarta que vem. Para responder a esta dura série, o Verdão tem também trunfos.

No Choque-Rei, os últimos duelos realizados no Allianz Parque, onde será o próximo encontro, são animadores. Foram duas vitórias dominantes, por 3 a 0 e 4 a 0, ambas no ano passado. Além disso, o Tricolor está em crise e não vence há três jogos.

As partidas contra Grêmio (sexto colocado) e Corinthians (quarto) serão fora de casa. O que poderia virar um problema pode acabar favorecendo ao Palmeiras, hoje o melhor visitante do Brasileiro. São cinco vitórias, dois empates e quatro derrotas fora de casa, mesmo retrospecto do Flamengo, mas melhor no saldo de gols (dois pró, e zero do Fla).

O Rubro-Negro é o principal adversário do momento, pois está na vice-liderança a três pontos do Palmeiras. Os ponteiros se enfrentarão, a princípio, no Allianz Parque, onde o time de Cuca tem o melhor aproveitamento como mandante. Além disso, receberá um time contra o qual não perde há quatro jogos – nas últimas três partidas, vitórias alviverdes, sendo a última no primeiro turno, em Brasília (DF).

No Dérbi, o último duelo da série, são cinco jogos de invencibilidade (três vitórias e dois empates), e na Arena Corinthians, local do próximo clássico, o Verdão eliminou o rival no Paulista nos pênaltis e venceu por 2 a 0 no Brasileirão, ambos em 2015.

Com números até melhores no returno do que no início do campeonato (sete pontos nos últimos três jogos, sendo dois como visitante, contra seis nas três rodadas iniciais), o time já começa a fazer cálculos para sair desta próxima sequência ainda com a liderança. Para Jean, duas vitórias e dois empates ajudam.

– Nossa conta incluía o Fluminense, eram 15 pontos em disputa, agora faltam 12. A gente quer o máximo, se puder 12, ótimo. Mas temos que ter os pés no chão, sabemos da dificuldade que vamos encontrar. Pensando agora nos quatro jogos, oito pontos é aceitável. Mas sabemos que temos condição de buscar os 12 – analisou.