Fellipe Lucena
17/11/2016
08:05
Enviado Especial a Belo Horizonte (MG)

O Atlético-MG tem chances, ainda que remotas, de conquistar o titulo brasileiro de 2016, mas o técnico Marcelo Oliveira prefere ser realista. Antes do treino de quarta-feira, ele conversou com o LANCE! na Cidade do Galo e admitiu que seu ex-clube dificilmente vai deixar escapar a taça nacional. A vantagem dos paulistas sobre os mineiros é de dez pontos.

– Acho que o mérito é do técnico atual, do Cuca, e do clube, que está bem estruturado. Depois que saímos, contrataram jogadores muito importantes. O Mina, o Guedes, o Tchê Tchê, e tem o Moisés que pouco jogou conosco. O mérito é todo da comissão. Dificilmente vai perder esse campeonato, o trabalho é muito bom – elogiou o treinador.

Demitido pelo Verdão em março deste ano, três meses depois de conquistar a Copa do Brasil, Marcelo Oliveira diz que mantém ótimas relações no Palmeiras e até admite que ficará feliz ao ver o clube campeão.

– Claro que sim. Quando fomos para a final da Copa do Brasil, recebi pelo menos umas dez mensagens de pessoas do Palmeiras, profissionais que trabalham lá e atletas também. Fica sempre uma boa amizade. Quando cheguei aqui, também fui muito bem recebido. É muito importante você sair de um clube deixando algo de você e levando algo de bom das pessoas – acrescentou ele.

Nas próximas duas quartas, o Galo vai decidir a Copa do Brasil com o Grêmio. A primeira partida será no Mineirão. Nesta noite, o Galo terá seus titulares em campo pelo Brasileirão.

Confira um bate-bola exclusivo com Marcelo Oliveira:

‘Já esperava que Jesus se tornasse um dos grandes da Seleção’

Você fixou Gabriel Jesus como titular do Palmeiras em 2015. Hoje, ele é o artilheiro da Seleção. Esperava que isso acontecesse?
Olha, para ser bem sincero, eu esperava. Minha expectativa era de que ele se tornasse um dos grandes do Brasil e da Seleção, talvez não em período tão curto. Isso vai da personalidade do jogador em enfrentar as situações. Eu o vejo muito tranquilo. É um menino sereno, que gosta de trabalhar, simples, que aceita muito bem as orientações. É mérito do Tite também, que uma das vezes que me ligou perguntando sobre jogadores do Atlético, me perguntou do Gabriel Jesus. Essa ascensão tão rápida coube também ao técnico da Seleção confiar nele.

Ele perguntou sobre o melhor posicionamento do Gabriel?
Perguntou e eu disse que ele poderia jogar das duas formas, pelo lado ou centralizado. Ele tem uma arrancada de 10, 15 metros, com drible e poder de finalização muito bons.