Ana Canhedo
11/08/2016
20:25
São Paulo (SP)

Nesta quinta-feira, o goleiro Fernando Prass falou pela primeira vez desde que operou o cotovelo direito. Fora do restante da temporada palmeirense, o goleiro garantiu que está sem dor e que só segue usando tipoia por ordens médicas. Os pontos do local serão retirados na próxima terça-feira. Ao lado do polivalente Zé Roberto, o agora ex-capitão palmeirense prestigiou o lançamento do livro ''Da Vitória à Conquista'', do fotógrafo Cesar Greco, sobre a conquista do tricampeonato da Copa do Brasil no ano passado. 

- Na hora da contusão, que deixei o gramado, fui para o vestiário, tirei a camisa e vi como estava meu cotovelo, foi uma frustração tremenda. Eu havia perdido não só a Olimpíada, mas também a chance de disputar o Brasileirão com meu time, que é um dos cotados para o título. Mas, depois, a gente vê que não há o que se possa fazer, então tento tirar algo bom disso. Vou ter tempo para treinar e poder me preparar para fazer de 2017 um ano melhor do que todos os outros - disse o arqueiro, que aparentou estar sereno quanto ao problema. 

Fernando Prass fraturou o cotovelo direito no período em que esteve com a Seleção olímpica. Não chegou a disputar nenhum jogo com o grupo comandado por Rogério Micale, mas passou tempo suficiente com os garotos para falar com propriedade sobre o momento que vive o Brasil na Rio-2016. Em contato diário com Gabriel Jesus, não gostou das críticas iniciais ao grupo. 

- É muito superficial dizer que eles estavam sem vontade. Não existe isso, o cara não vai para chutar uma bola sem vontade. Mas o emocional conta muito. Falo com o Jesus todos os dias, o que vi por lá, embora não tenha vivido dentro de campo, foi um grupo muito qualificado e evoluído. Com certeza, tiraram um peso das costas com a vitória sobre a Dinamarca - afirmou. 

Durante o lançamento do livro ''Da Vitória à Conquista'', realizado nesta quinta-feira, na Rua Augusta, em loja oficial do clube, o arqueiro do Verdão também falou sobre a situação dos goleiros Vagner e Jailson. Enquanto o primeiro foi sacado do time titular após atuações contestáveis, o segundo ganhou a confiança de Cuca em triunfo sobre o Vitória, na última rodada. 

- Paciência nunca foi nem nunca será o forte do torcedor brasileiro. Mas óbvio que o cara tem que ter sequência pra jogar bem. Não dá pra criar um conceito do jogador em três jogos. E falo isso pro bem e pro mal. Não da pra achar que o cara é o melhor do mundo e tem que ir para Seleção em três jogos, assim como não pode achar o contrário, porque erros acontecessem. Se não tiver tempo para mostrar que o erro foi realmente um erro, e não uma coisa normal, é complicado. Mas o futebol em alto nível, principalmente em clubes do tamanho do Palmeiras, o tempo é um pouco diferente do que a gente deseja. Mas, mais do que a torcida ter tranquilidade, é o jogador que precisa ter tranquilidade para entender e aceitar isso - concluiu o camisa 1 do Verdão.