Crefisa

Paulo Nobre e Leila Pereira durante o anúncio da renovação de contrato, em janeiro (Foto: Cesar Greco)

Thiago Ferri
16/03/2016
17:32
São Paulo (SP)

A reunião entre Palmeiras e Crefisa, marcada para a última terça, acabou adiada. O encontro serviria para acertar as últimas diferenças entre os parceiros depois de uma nova irritação da patrocinadora, mas houve um problema na agenda das duas partes. A expectativa é de que agora a discussão aconteça no início da próxima semana.

A relação teve um abalo em fevereiro, quando o clube fez propaganda do Avanti no uniforme sem comunicar a Crefisa. O ato incomodou à cúpula da empresa, que em resposta não depositou os R$ 6,5 milhões pagos mensalmente ao clube, no início do mês. Até o momento, o Verdão não recebeu esta quantia.

A reunião não foi remarcada para esta semana, pois Maurício Galiotte, primeiro vice-presidente do clube e aquele que toca as reuniões com a patrocinadora, acompanhará no Uruguai o jogo contra o Nacional, marcado para quinta.

A patrocinadora paga R$ 66 milhões por ano para ser a única a estampar suas marcas (Crefisa e FAM) em todo o uniforme e considerou que a propaganda do programa de sócio-torcedor no jogo contra a Ferroviária burlava este acordo, principalmente porque a camisa não foi apresentado com antecedência.

Agora, Crefisa/FAM desejam adicionar cláusulas no contrato: uma multa se o clube não apresentar com antecedência o uniforme a ser usado em jogo, além de aumentos nos números de ingressos por partida e camisas recebidas por mês, por exemplo. O clube ainda não respondeu oficialmente, mas já deu a entender que algumas exigências não poderão ser atendidas.

Depois do problema, o clube apresentou previamente a camisa dos jogos seguintes e a relação segue, inclusive com reuniões semanais, como já acontecia antes do incidente. Ao todo, os patrocinadores pagam R$ 78 milhões por ano ao Verdão (os R$ 66 milhões, além de cerca de R$ 12 milhões pelos gastos de Lucas Barrios).