Marcelo Oliveira (Foto: Mauro Horita/Lancepress!)
LANCE!
24/11/2015
16:45
São Paulo (SP)

Embora tenha chegado a quatro finais nos últimos cinco anos, Marcelo Oliveira ainda busca sua primeira taça na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, ele inicia com o Palmeiras a disputa das finais contra o Santos, e no dia que antecede o jogo de ida, na Vila Belmiro, o comandante brincou com este jejum.

- Não é necessidade minha, ou momentânea do Palmeiras. É de um clube grande, com torcida numerosa e a valorização do trabalho. Chegamos na final, embora discuta-se a condição técnica das equipes neste momento, não por loteria, mas pela construção com muito trabalho. Passamos por Cruzeiro, Inter, Fluminense, quando alguém não acreditava. Para mim, seria muito importante. São cinco edições e quatro finais, está na hora de tentar ganhar (risos) - disse.

- No Brasil citamos muitos exemplos da Europa. Um técnico três vezes vice-campeão de um torneio importante na Europa é premiado. Aqui, é visto como fracasso. Depende do olhar pessimista ou otimista de cada um. Tenho que pensar que eram 80 times e chegamos na final, e agora usar da experiência, mas tentar sempre o equilíbrio - acrescentou o treinador.

Acostumado a ganhar títulos nos últimos dois anos, o atual bicampeão brasileiro disse que até suas reações no dia a dia mudam antes de uma final. Ansioso para o jogo, o técnico disse que está mais "ranzinza", e tem vivido apenas entre a Academia de Futebol e o hotel em que mora em São Paulo (SP).

"Eu saio pouco de casa, fico um pouco mais ranzinza no dia a dia, mas penso muito no trabalho", disse Marcelo Oliveira

- (Antes das finais) Eu saio pouco de casa, fico um pouco mais ranzinza no dia a dia, mas penso muito no trabalho. Concentro com os jogadores sempre, mas é porque a cabeça fica girando muito antes do jogo, detalhes importantes, vejo o teipe do adversário, observamos com a comissão nosso próprio trabalho e tudo isso junto pode dar um grande resultado para o Palmeiras sair como campeão - acrescentou.

Montando o time em atividades fechadas para a imprensa desde o início da semana, Marcelo Oliveira não se mostrou incomodado com uma possível pressão em caso de derrota na final.

- Não tenho essa preocupação (em sair antes de 2016). Meu apego é muito maior ao trabalho, faço aquilo que sou apaixonado e me dedico muito ao Palmeiras, é muito mais ao trabalho com o emprego. Eu quero fazer parte da história do Palmeiras - completou.