Victor Luis

Victor Luis terá chance em Mogi Mirim (Foto: Cesar Greco/Fotoarena)

Fellipe Lucena
10/04/2016
08:00
São Paulo (SP)

O jogo contra o Mogi Mirim, às 16h deste domingo, no estádio Vail Chaves, será o primeiro de Victor Luis na temporada. O jovem lateral-esquerdo ganhou a oportunidade porque Egídio está suspenso e Zé Roberto apresentou desgaste muscular, mas também porque tem se destacado nos treinos.

- Cara, o professor sempre falou para mim: “Continua trabalhando, porque você está sendo visto, você não está aqui em vão”. Foi o que eu fiz, continuei trabalhando firme e forte - disse o camisa 16, ao LANCE!.

Ele foi inscrito na vaga de Moisés, que está lesionado. Quem acompanha o dia a dia da Academia de Futebol sabe que Victor era o principal candidato à vaga, mas a notícia não deixou de ser surpreendente para o jogador. Ele admite que chorou de emoção, assim como já tinha feito ao ser inscrito no ano passado - na ocasião, porém, estava logo na primeira lista enviada para a Federação Paulista.

- Eu estava em casa na hora do almoço, com minha mãe, minha irmã e meu pai. Estava mexendo na rede social e vi lá que tinha sido inscrito. Falei: "Caramba! Será que é pegadinha, alguma coisa assim?". Na hora que fiquei sabendo que era verdade mesmo, veio aquela emoção. Ficar quatro meses sem ir para um jogo e ter essa notícia foi de emocionar a família inteira, todos ficamos felizes, é coisa de arrepiar mesmo, emoção muito grande.

Revelado pelo Palmeiras, o ala de 22 anos iniciará nesta tarde uma nova fase no clube. Entre 2014 e 2015, após um período de empréstimo ao time B do Porto (POR), ele fez 44 jogos e marcou dois gols. No ano passado, foi cedido ao Ceará.

Victor Luis passou o Ano Novo com a camisa do Palmeiras (FOTO: Reprodução)
Victor Luis passou o Ano Novo com a camisa do Palmeiras (FOTO: Reprodução)

O Palmeiras lidera o Grupo B e garantirá vaga aos mata-matas com uma vitória. Se perder, pode ser ultrapassado por todos os clubes da sua chave e ficar fora.
 
Confira um bate-bola exclusivo com Victor Luis:

Ano passado, você contou que chegou a chorar quando soube que estava inscrito no Paulistão. Neste ano se emocionou de novo?
A gente sabe da dificuldade. No ano passado houve esse choro porque eu sabia a qualidade do grupo, estar dentro do grupo para disputar um Paulista foi uma emoção grande. Dessa vez não foi diferente. A equipe é muito qualificada e por essa circunstância de estar há quatro meses sem ir para um jogo foi uma emoção para a família toda, lágrimas rolam, mas agora tem que glorificar a Deus e prestar bem atenção no que o professor quer dentro de campo.

Quem acompanha os treinos vinha percebendo que você estava se destacando. Sua sensação era a mesma? Esperava a chance?
Eu estava me sentindo muito bem nos treinamentos. Quando acabava o treino, sempre vinha procurando fazer trabalho de finalização, mesmo que fosse sozinho. Fazia finalização, cruzamento... São coisas que no jogo você pode precisar. No último minuto de jogo pode sair um cruzamento e um gol. Procuro sempre trabalhar mais, sempre tive essa perspectiva de jogar. Procuro meu espaço, claro que respeitando os companheiros, e sempre pensando no que posso fazer.

Qual será a diferença do Victor Luis que jogará contra o Mogi para o Victor que atuou no Palmeiras entre 2014 e 2015?
Acho que a experiência, o amadurecimento. A raça é a mesma, isso nunca mudou, sempre foi característica minha. Mas essa saída para o Ceará me fez muito bem. No futebol, eu aprendi da pior maneira possível, que foi lutando para não cair. Até brinco com meu pai: "Pô, esse ano é brigar por título, chega desse negócio de brigar para não cair".

Seu pai te ajudou neste período sem jogar?
​Meu pai (Eraldo), como sempre digo, me orgulha demais pelo homem que ele é e pelo que vem fazendo comigo. Nesses quatro meses que não pude jogar ele sempre me deu força. Às vezes eu chegava em casa cabisbaixo e ele dizia que minha hora ia chegar. Espero fazer um grande jogo.

Os torcedores do Ceará sempre vão às suas redes sociais e pedem para você voltar para lá. O período sem jogar no Palmeiras fez você ter vontade de ir?
Cara, se estou vestindo a camisa do Palmeiras, meu pensamento é total aqui. Claro que a gente fica muito feliz de ter deixado uma boa impressão lá no Ceará, que foi um clube que me recebeu de braços abertos, com uma excelente torcida, que sempre me apoiou. Isso me fortalecia para eu treinar cada dia mais, porque me mostrou que posso chegar em um nível mais avançado. Mas meu pensamento está totalmente aqui dentro, quero deixar uma marca positiva aqui no Palmeiras.

No Ano Novo, você publicou uma foto com a camisa do Palmeiras. Passou a virada com ela mesmo?
Passei mesmo. Eu passo o Ano Novo em Rolante, no Sul, e ali tem muito palmeirense, meu tio comprou uma casa lá. Eu vesti a camisa no Ano Novo e falei que seria um ano de vitórias. O ano está só começando para mim, espero que seja um excelente ano.