Fellipe Lucena e Thiago Ferri
27/08/2016
08:30
São Paulo (SP)

O Palmeiras comemorou na noite de quinta-feira os seus 102 anos de existência em um jantar numa casa de shows próxima do Allianz Parque. A noite, como era de se esperar, já contou com o clima de eleição que acontecerá em novembro. Paulo Nobre não fez o anúncio, mas Maurício Galiotte é o candidato escolhido da situação.

O primeiro vice da atual diretoria foi selecionado após disputar com Genaro Marino, o segundo vice, a preferência de Nobre para comandar o Verdão no próximo biênio. Apoiado por Mustafá Contursi, figura ainda muito influente no conselho, Maurício deve contar com uma chapa semelhante à atual. Genaro, além de Antonino Jesse Ribeiro e Victor Fruges, os outros vices, estão cotados a continuar. Na última vaga, o diretor administrativo José Carlos Tomaselli é um dos favoritos.

Perguntado sobre a sucessão durante a festa, o atual presidente desconversou. Disse apenas que gostaria de se manter próximo da gestão que vem – ele pode concorrer à presidência do Conselho Deliberativo.

– Gostaria de fazer meu sucessor para dar continuidade a esta filosofia administrativa que implantamos nos últimos três nos e meio. Para mim, a próxima gestão talvez seja a mais importante. Tem muitas dúvidas sobre como será o Palmeiras após minha saída. Quem me conhece sabe que eu não dei dinheiro ao clube, hoje o Palmeiras anda com as próprias pernas e já pagou boa parte do que foi emprestado. Gostaria de ver a próxima gestão com muito sucesso para que o mundo do futebol não tivesse dúvida de que tudo que aconteceu de 2013 foi pela grandeza do Palmeiras, não porque alguém colocou dinheiro – explicou Nobre.

– Jamais trataria um assunto interno, que é o caso da sucessão, durante a festa. Eu quero muito ajudar ao próximo presidente. Mas de que forma ele é quem vai decidir - completou.

A confirmação de Maurício Galiotte como candidato deve ocorrer na primeira semana de setembro, mês em que serão feitas as inscrições das chapas no clube. No fim de outubro ocorrerá o filtro no Conselho Deliberativo (CD). Para chegar à assembleia de sócios, prevista para novembro, a chapa precisa da aprovação de pelo menos 15% do CD.

A partir de agora, a oposição intensificará as negociações para ter um candidato. Sabe-se, porém, que a chapa de Nobre, apoiada por Mustafá, terá ampla vantagem e até por isso cogita-se que não se lancem outros nomes no pleito. Carlos Degon, vice na chapa de Wlademir Pescarmona em 2014, é um possível adversário de Maurício na eleição.